Destaque
Evento esportivo celebra paz no Caju
Autor - Letícia Serafim - Rio de Janeiro
Data: 10/07/2007
Cerca de mil pessoas estiveram envolvidas nos jogos do PAN Caju – II Olimpíada de Integração, realizado pela Fundação Gol de Letra em parceria com os projetos Germinal Mel e Intercampus, entre os dias 2 e 6 de julho.
O evento promoveu a integração entre escolas e projetos sociais do Caju e contou com o apoio de instituições militares como Arsenal de Guerra do Rio e o Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica (PAME), que cederam os espaços das competições. “O PAME apóia este projeto porque tem todo o interesse em conviver com as organizações do bairro e promover melhorias para a comunidade. Além disso, é um órgão público que tem o dever de atuar socialmente”, disse o Ten. Cel. Fernando.
No dia 2, houve a Cerimônia de Abertura que contou com a presença das jogadoras de vôlei de praia Isabel Grael e Julia Caldas. As atletas destacaram a importância da prática esportiva. “Acho que é um incentivo ao espírito de competição e participação das crianças”, disse Isabel. “É muito bom ver eventos como estes acontecerem”, completou Julia.
O projeto Usina de Cidadania apresentou o espetáculo Brasis, que resgata o folclore e a cultura regional brasileira. Os atletas das equipes desfilaram suas bandeiras e as jogadoras de vôlei acenderam a pira olímpica inaugurando oficialmente os jogos do PAN Caju. O objetivo da festa foi trazer para os moradores do Caju um recorte do que é um evento de abertura nos moldes dos jogos PAN Americanos. “Esta é a primeira cerimônia de abertura que eu participo”, disse uma mãe de aluno Claudia Motta. Para encerrar, o projeto Fábrica de Sonhos fez uma bela apresentação de Circo.
Durante as competições, os monitores de esportes da Gol de Letra ficaram responsáveis pela organização dos espaços e arbitragem dos jogos. Os monitores de infoweb fizeram a cobertura escrita, fotográfica e audiovisual.
Para as escolas e projetos, o evento representou a criação de espaços de lazer para as crianças e uma oportunidade de intercâmbio entre as instituições do bairro. “O PAN Caju para mim é cooperação, solidariedade e amizade. Possibilita que a gente possa se envolver mais com estes meninos que têm poucas oportunidades. É um evento que vai marcar o Caju por muitos anos”, disse a diretora da Escola Municipal Marechal Esperidião Rosas Maria Cristina Brandão.
Na sexta-feira, dia 6, aconteceu a Cerimônia de Encerramento com entrega de medalhas para os atletas. A cerimônia teve apresentação de dança dos alunos do projeto Dois Toques na Escola e da banda Apolo, que fez todo mundo dançar enquanto bolas de ar caíram sobre o público.
O sentimento ao final da cerimônia foi de celebração da união e da paz no Caju, bairro com um dos menores índices de desenvolvimento humano do Rio de Janeiro, que sofre com a violência do tráfico de drogas, mas que durante a semana do PAN Caju simbolizou a parceria e a cooperação entre pessoas e instituições.
“Este evento veio para subtrair os espaços de exclusão e violência do bairro. O Caju e outras comunidades populares não devem ser só manchete de jornal pela violência, mas sim pela cultura e educação que também existem nestes lugares e que pouco aparecem nos noticiários”, disse o gerente pedagógico da Fundação Gol de Letra Wilson Costa.
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