Gol de Letra promove Fórum Interno sobre Esportes e Educação integral
Programa de Jovens inaugura o seu Festival de Arte e Cultura
Leitura na Vila encerra ciclo de capacitações

ll edição do Gol de Cidadania oferece serviços de saúde, social e esportes para comunidade.

Em setembro, a Fundação Gol de Letra realizou a segunda edição do Gol de Cidadania na Barreira do Vasco. O evento tem como objetivo oferecer serviços, oficinas, palestras, orientações de saúde, atividades físicas e promover integração social na comunidade.

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O dia começou bastante animado! Com diversas atividades como: aulão de ginástica, aulão de zumba, biblioteca itinerante, atendimento do posto de saúde, atendimento do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, exposição da ABRAPAC – Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer, exposição do material educativo da Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância e Educação em Saúde) e Secretaria Municipal de Habitação.
A ação atendeu em torno de 200 moradores da Barreira do Vasco, entre crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

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Uma das moradoras da comunidade, Kelly Romano – 32 anos, declarou seu carinho pela Gol de Letra: “Adoro a FGL e tudo que faz. Todas as atividades são legais, faz bem pra saúde e para mente das pessoas, como o Gol de Cidadania. Acho que o evento poderia durar o sábado todo. É muito bom ter esse momento de atividade com a comunidade. É tudo feito com muita alegria. Obrigada por todo cuidado que vocês tem com a gente.”

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O Programa Jogo Aberto – Barreira do Vasco é patrocinado pela Fondation Lacoste.

* Realizado desde 2008 na unidade Caju, o Gol de Cidadania é uma estratégia de intervenção do Programa Comunidades – programa da Fundação Gol de Letra que foca suas ações na mobilização social e no fortalecimento comunitário, nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro, visando envolver as famílias atendidas em ações comunitárias, potencializando as ações junto às comunidades locais. As atividades são realizadas em parceria com instituições públicas e privadas e contam com a equipe técnica do Projeto, desde o planejamento até a execução.

 

Fundação Gol de Letra ganha Centro de Educação e Formação Profissional no RJ

Novo espaço, fruto de uma parceria com o Instituto Nissan, irá oferecer cursos profissionalizantes e ensino formal Fundamental II, Médio e pré-Enem para adultos que não conseguiram concluir os estudos

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Prédio Ásia 1 tem 4.000 m², local onde serão oferecidos sete cursos profissionalizantes, com capacidade para atender cerca de 700 jovens por mês

Os jovens da comunidade do Caju têm mais um motivo para comemorar. Além das atividades promovidas pela Fundação Gol de Letra, que celebra 10 anos na região esse ano, sete novos cursos profissionalizantes serão oferecidos pela instituição em parceria com o Sistema Firjan, além do ensino fundamental II, médio e curso pré-Enem. Os novos cursos serão oferecidos no Centro de Educação e Formação Profissional, inaugurado no dia 6 de setembro, em parceria com o Instituto Nissan, o que representará o dobro do número de pessoas atendidas pela Fundação.

Na véspera dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a inauguração marca a história do bairro, conhecido como um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade. Para os jovens, representa novas perspectivas de futuro. Adriele dos Santos Alves, 14 anos, monitora do Programa Jogo Aberto da Fundação Gol de Letra, está otimista. “Mais oportunidades no Caju são importantes para o crescimento de todos”, diz. Laura Milene Santos, 15 anos, monitora do Programa Dois Toques da Gol de Letra, também se alegra. “Há muitas dificuldades na comunidade, como acesso à escola. E agora teremos mais chances para os jovens”.

François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, participou da inauguração

François Dossa, Presidente da Nissan do Brasil participou da inauguração

O instituidor da Gol de Letra, o ex-jogador Raí, comemora: “Vejo o brilho nos olhos desses jovens hoje e fortalece a crença de um país mais justo”, afirma. “Queremos transformar pessoas, comunidades e o país. Acreditamos no potencial das novas gerações e desejamos atrair novos investidores para o desenvolvimento local de toda a região”.

A diretora executiva da Fundação Gol de Letra, Beatriz Pantaleão, reconhece o poder da educação. “Somente pela educação conseguimos transformar o mundo. A auto-estima das crianças e jovens se resgata e se eleva por meio de uma apropriação de novas oportunidades no bairro onde moram”.

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Alexandre Reis, superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, Raí, François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, e Cezar Vasquez, diretor superintendente do SEBRAE

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Alexandre Reis, superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, assina convênio para realização dos cursos, ao lado de Raí e Beatriz Pantaleão, diretora executiva da Gol de Letra

Totalmente reconstruído, o espaço que abrigará o projeto “Caju: Um Novo Olhar” – chamado ‘prédio Ásia’ – tem quatro mil metros quadrados e é o local onde serão oferecidos os cursos. O espaço possibilita que mais de 1.400 pessoas sejam atendidas mensalmente, entre jovens e adultos. Atualmente, a capacidade de atendimentos é de 700 por mês.

Serão sete os cursos técnicos, formatados em parceria com o SENAI (Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial) e certificados pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro): Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva. Jovens, a partir dos 17 anos e que sejam moradores do Caju, poderão se inscrever.

Cursos são formatados em parceria com o SENAI e certificados pela Firjan.

Cursos são formatados em parceria com o SENAI e certificados pela Firjan.

Jovens poderão se capacitar em Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva

Jovens poderão se capacitar em Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva

O projeto “Caju: Um Novo Olhar” também vai contemplar os adultos que não conseguiram completar os ensinos fundamental e médio e que também queiram se preparar para o ensino superior com um curso pré-Enem. Em breve, serão divulgados os cronogramas de todos os cursos, a quantidade de vagas e as formas de inscrição.

Educação para transformação
O projeto “Caju: Um Novo Olhar” é fruto de uma evolução da parceria e relação madura entre ambas as partes e teve início como uma ideia mútua de deixar um legado social para a cidade do Rio de Janeiro. Ideia que começou a se tornar realidade assim que a Nissan foi anunciada, em 2012, patrocinadora oficial dos Jogos Rio 2016. O objetivo era contribuir com a sociedade pensando no futuro, indo além do período dos Jogos.

Formação Sustentável
O prédio onde funcionará o Centro de Educação e Formação Profissional, chamado Ásia 1, foi concebido segundo conceitos de engenharia sustentável, os mesmos que a Nissan utilizou para construir seu Complexo Industrial em Resende, no Estado do Rio. Engenheiros, que também são voluntários do Instituto Nissan, ajudaram a instalar o sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida.

Prédio Ásia 1 possui sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida

Prédio Ásia 1 possui sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida

Como não emitem gases de efeito estufa (CO2, CH4 etc), os painéis são capazes de gerar 165kWh/mês, o que seria suficiente para abastecer 26 residências de energia por um mês. Esta energia reduz a emissão de 6,5 toneladas de CO2 anualmente (considerando 0,1244 tCO2/MWh) e a preservação de mais de 160 arvores (considerando 25 anos e 6,32 árvores /tCO2). A instalação destes painéis solares, além da consultoria para a utilização dessa tecnologia, deu-se por meio da parceria de engenheiros voluntários do Instituto Nissan com as empresas de energia EDF e EGPE, que ajudaram a viabilizar o projeto.

 

 

Artigo: Investimento Social Privado, um caminho de coparticipação

inauguracao-ginasio_20150603_carlos-armando-83Por Sóstenes Brasileiro Oliveira, diretor geral da Fundação Gol de Letra

Frente aos desafios econômicos e sociais que o Brasil tem que enfrentar , engajar a sociedade e estimular as empresas a atuar de forma responsável tornam-se cada vez mais necessários para a identidade de uma organização social que tem como bandeiras a educação integral e a justiça social. A reversão do quadro da educação no país é assunto sério e urgente, necessita de esforços do poder público, das empresas e das organizações da sociedade civil.

Considerando que o terceiro setor no Brasil ainda é muito fragmentado, compartilhar práticas e metodologias testadas e aprovadas pode contribuir para que o investimento social privado seja mais assertivo, especialmente em cenários de política e economia instáveis. A Fundação Gol de Letra, prevendo que a necessidade de cultura colaborativa seria cada vez mais forte no enfrentamento desses desafios, criou em 2009 a área de disseminação de tecnologias sociais, com a missão de desenvolver projetos com empresas interessadas em construir iniciativas pensadas dentro de sua área de responsabilidade social.

Essa forma de atuação permite transferir nossa experiência para outras instituições (organizações locais parceiras interessadas em colocar o projeto em prática) e comunidades no Brasil e até mesmo fora do país, difundindo projetos em que o esporte é utilizado como ferramenta de inserção e desenvolvimento social, e estruturando programas em lugares com alto índice de vulnerabilidade. São locais pra quem podemos oferecer um trabalho voltado para o fortalecimento e mobilização comunitária, desenvolvimento de habilidades comportamentais, respeito, diversidade e equidade de gênero, cultura e letramento, utilizando o Esporte Educacional e de Participação como propulsor.

Todo projeto é idealizado junto às empresas ou parceiros do poder público e tem como ponto de partida os princípios educacionais da metodologia Gol de Letra: aprender, conviver e multiplicar. As iniciativas também pressupõem o envolvimento da família dos participantes e da comunidade. O grau de engajamento da organização que executa o projeto é essencial para se alcançar os melhores resultados.

Um exemplo emblemático de como funciona esse trabalho é o projeto Ginga Social, que desenvolvemos com a adidas desde 2012. O projeto oferece modalidades coletivas e individuais de esporte e lazer para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, atingiu cinco capitais brasileiras – São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Brasília – e segue até 2017, contribuindo inclusive na melhoria e revitalização de espaços e equipamentos sociais das comunidades impactadas, com a finalidade de incentivar a prática esportiva nessas regiões.

Gol de Letra e adidas atuaram conjuntamente no desenvolvimento de todos os projetos implementados, desde a escolha das organizações locais, até a formação e capacitação da equipe de educadores e coordenação, tutoria e monitoramento das atividades. Os relatórios de avaliação mostram o impacto real dos projetos realizados, não somente em números, mas principalmente nos depoimentos dos participantes sobre as transformações em suas vidas e nas comunidades.

Esta é uma experiência que desejamos ver replicada com empresas de outros setores  e regiões. A Gol de Letra defende a necessidade de cocriação e compartilhamento de práticas sociais que ajudem a mitigar os efeitos duradouros a que estão submetidas as periferias das grandes e médias cidades brasileiras. A transferência de tecnologia social para o investimento social privado prepara e fortalece o campo para que a sociedade brasileira se movimente em direção a soluções que independam do investimento público, tão aguardado quanto raro. O recém lançado livro “Esporte em Comunidades”* descreve nossa trajetória na busca por esse caminho de parcerias, a fim de compartilhá-lo e multiplicá-lo em projetos que contribuam decisivamente para a transformação da sociedade desigual em que vivemos.

Hoje, comemoramos a capacitação de mais de 340 profissionais e atendimentos de mais de 10 mil crianças e jovens em programas de disseminação.

*Clique AQUI para acessar a publicação em PDF

Jovens do Projeto Gol pela Igualdade compartilham conhecimentos e experiências

Depois de participarem de treinamento oferecido pelo Manchester City na Inglaterra, chegou a hora de compartilhar o que vivenciaram com outros jovens da Vila Albertina (SP)

Os jovens da Fundação Gol de Letra que participam do Projeto Gol pela Igualdade voltaram da Cúpula Global de Jovens Líderes, realizada pelo programa Cityzens Giving, do clube inglês Manchester City, cheios de novas idéias e histórias pra contar. O evento teve como sede a City Football Academy, em Manchester (Inglaterra), e reuniu mais de 30 jovens de projetos apoiados no mundo inteiro.

Letícia Matos Ferreira, de 19 anos, e Ramon Rodrigues, 18 anos – ao lado da educadora Josiane Espinosa – participaram durante seis dias de uma intensa programação com o objetivo de desenvolver habilidades de liderança, compartilhar aprendizados e experiências sobre o uso do futebol para transformação social, conhecer e respeitar culturas e origens diferentes.

Grandes experiências
“Foi incrível, mudou o meu pensamento sobre tudo. A convivência com pessoas que falam outras línguas, de outras culturas, foi o que mais me chamou atenção. No começo ficamos inseguros por conta disso. Depois começamos a despertar para o nosso potencial e o incentivo dos outros ajudou muito. A partir daí ficou legal, todo mundo vinha falar com a gente, ouvir a nossa opinião e ajudar a gente a se comunicar”, lembrou Letícia.

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Foram atividades práticas, teóricas, workshops e dinâmicas, construídas em conjunto com os jovens. Ao final, eles tiveram como desafio montar sozinhos um festival de futebol para as crianças da comunidade local. A proposta levada pelos jovens da Gol de Letra foi o Futebol 3, que foi destaque e muito bem recebido pelo grupo.

“Planejar atividades, seguir a rotina estabelecida e ter segurança para falar em público foram aprendizados muito importantes pra mim. A gente ensinou e aprendeu. Ficamos tímidos no começo, por causa da questão da língua, mas depois, com a orientação dos professores, nos soltamos e aí foi demais! Me aproximei de um educador da Índia que me ajudou bastante a ter mais confiança e atitude. No penúltimo dia eu consegui fazer o projeto com as crianças falando no idioma delas”, conta Ramon.
cupula-de-jovens-lideres_manchester_junho-2016-3Na avaliação da educadora Josiane “a proposta de construir ao longo da semana o líder que cada um gostaria de se tornar foi muito positiva. O principal objetivo foi desenvolver a segurança nos jovens e eles deram todas as ferramentas para isso. Trabalhamos a questão das emoções, o que você pode controlar e o que não pode. Foi uma formação bem humana e não tão técnica e nesse sentido foi muito bom pois a ideia é que eles atuem com crianças, com pessoas”.

O projeto Gol pela Igualdade visa trabalhar a questão de gênero no esporte, incentivando a participação de meninas nas atividades esportivas. Sobre esse aspecto, Letícia observou: “Lá o futebol feminino é valorizado igual ao masculino. E isso vem desde cedo, o pensamento das crianças já foi automático quando falamos que meninos e meninas jogariam juntos”.

O trabalho em grupo e a necessidade de ouvir, considerar opiniões diversas e ponderar foi um ponto de destaque. As dificuldades surgiram e foram superadas com muito aprendizado.
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Missão a cumprir
De volta ao Brasil, os jovens tiveram uma missão a cumprir: planejar, organizar e executar uma atividade na comunidade onde moram para o Dia Internacional da Juventude (International Youth Day), celebrado em 12 de agosto. Eles escolheram apresentar para meninos e meninas da Vila Albertina (SP) a oficina de Futebol 3. Foram dois grupos, um pela manhã e outro a tarde, com alongamento, momento de definição de regras, jogo de futebol misto e roda de conversa.
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Artigo: Toda torcida aos nossos pequenos heróis

Beatriz Pantaleão, diretora executiva da Fundação Gol de Letra, aproveitou o momento olímpico para levantar uma reflexão pertinente: “Tão heróis quanto nossos atletas são nossos pequenos estudantes, que clamam por condições de ensino melhores”. Beatriz teve seu artigo publicado na coluna Opinião, do jornal O Dia. 

Dia D

A frase de um painel eletrônico público chama a atenção: “Rio, cidade do esporte”. Será? Temos uma bela Olimpíada, apesar dos problemas. Na festa, a alegria brasileira predomina, o patriotismo aflora, e a simpatia e hospitalidade dos brasileiros tomam conta do cenário, dando leveza e colorido sedutor aos Jogos.

Nossos atletas, os grandes protagonistas, vestem a camisa, representam o Brasil, fazem o hino ecoar nos pódios e resgatam o orgulho de sermos brasileiros. Para estar ali tiveram que percorrer um circuito heroico, já que as estruturas esportivas, as condições de treino para o esporte de alto rendimento e os investimentos são precários em nosso país.

Tão heróis quanto nossos atletas são nossos pequenos estudantes, que clamam por condições de ensino melhores.

Enquanto a cidade se preparava com todo brilho e suntuosidade, dignos de uma Olimpíada, 60% das escolas públicas do Rio não tinham quadra polivalente para a prática esportiva, conforme levantamento do Movimento Todos pela Educação. Reflexo de um país contraditório!

Queremos virar esse jogo. A Fundação Gol de Letra faz a sua parte há 18 anos e com sucesso, transformando indivíduos por meio da formação do cidadão e desenvolvendo o esporte educacional. As atividades se baseiam em valores, como coeducação, emancipação, participação e cooperação. O esporte educacional tem poder agregador, de inclusão social, de unir de maneira lúdica e espontânea as pessoas, independentemente de gênero, raça ou habilidade. É o caminho.

Vamos torcer para que o brilho olímpico perdure por um longo tempo e consiga contagiar de maneira mais eficaz nossas estruturas públicas esportivas, com mais estímulo, investimento, credibilidade e participação generalizada da população. Vamos torcer para que nossos atletas façam ecoar repetidamente nosso hino nos pódios. Vamos torcer para que nossas escolas públicas ganhem espaços esportivos tão brilhantes quanto nossas arenas olímpicas, e que dê aos ‘nossos pequenos heróis’ a oportunidade de desfrutar dessa ferramenta pedagógica tão eficaz que é o esporte. Talvez, assim, o Rio consiga ser realmente a cidade do esporte.

Beatriz Pantaleão, instituidora e diretora executiva da Fundação Gol de Letra

Fundação Gol de Letra recebe investidores sociais para café da manhã no RJ

Evento promoveu bate-papo com empresas e instituições sobre Leis de Incentivo Fiscais e boas práticas em projetos sociais

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No dia 21 de julho, a Gol de Letra promoveu um encontro no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, para discutir oportunidades de investimento social através de leis de incentivo e apresentar seus novos espaços de atendimento, dentre eles o novo prédio reformado através de uma parceria com a Nissan.

 Representantes de instituições e empresas como Cavalcante Ramos Advogados, EDF, Norte Fluminense, Enseada, Globo, Instituto Nissan, Nissan e Storage Guarda Tudo estiveram presentes na palestra do especialista em leis de incentivo fiscais Luiz Fernando Rodrigues, que abordou assuntos-chave sobre o tema. Luiz Fernando apresentou um panorama sobre as leis vigentes e esclareceu as principais dúvidas e questões apresentadas.

 Os convidados também puderam ouvir o depoimento de Julia Ferreira, participante dos projetos da Fundação por anos e hoje estagiária da Biblioteca. Julia falou sobre o impacto da Fundação em sua vida e na comunidade, lembrando a valiosa experiência de intercâmbio cultural na França, ação anual da instituição.

 Felipe Pitaro, coordenador pedagógico da Fundação no Rio de Janeiro, falou sobre a metodologia de atuação dos programas em andamento em 2016: Dois Toques, Jogo Aberto e Gol de Trabalho.

Beatriz Pantaleão e Sóstenes Brasileiro, diretora executiva e diretor geral da Fundação, falaram sobre o novo momento da Gol de Letra, tanto no Rio como em São Paulo. Destacaram as boas práticas na gestão dos programas e apresentaram as atuais fontes de financiamento, dentro do modelo de transparência de informações adotado pela instituição.

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Ao final do evento foram oferecidas placas de agradecimento aos parceiros. Ana Carolina Andrade, representante da Nissan, aproveitou o momento para falar da importância de parcerias como esta, lembrando os benefícios trazidos tanto para as empresas como para as comunidades atendidas pelas organizações sociais.

 

Moradores participam da 1ª edição dos Jogos de Integração da Tijuca

A 1ª edição dos Jogos de Integração fora do bairro do Caju, no Rio de Janeiro, aconteceu de forma bastante especial. O evento, idealizado para unir comunidades vizinhas, porém rivais, na Região da Tijuca, Zona Norte do Rio, contou com a participação de aproximadamente 1.000 pessoas.  O evento cumpriu seus principais objetivos com sucesso: integrar crianças, adolescentes e moradores através da cultura esportiva, além de promover as lideranças comunitárias e estreitar laços de amizade, ajudando a combater as rivalidades entre facções criminosas.

As comunidades Borel, Formiga, Indiana e Casa Branca foram o palco dos Jogos de Integração da Tijuca, que nos finais de semana de 23, 24, 30 e 31 de julho ofereceu uma série de atividades como futsal, vôlei, queimado, pingue-pongue, boxe e basquete.

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Para elevar o clima amistoso, o primeiro dia começou animado ao som do grupo de sambistas da Quadra da Unidos da Tijuca e enquanto os times das quatro comunidades se organizavam para os campeonatos de futebol. Durante todo o evento, um DJ animou a rua com músicas de estilos variados. Além de descontrair o ambiente, atraiu também a atenção dos moradores, que vieram dançar e passar o dia brincando e interagindo.

A primeira parte do JIT aconteceu no Morro do Borel e, nos dois dias, cerca de 150 crianças e jovens das quatro comunidades participaram das modalidades esportivas além de, aproximadamente, 450 pessoas – entre pais e moradores - que assistiram aos jogos e trocaram experiências durante o evento.

Na semana seguinte, a segunda e última parte aconteceu na Comunidade Casa Branca, reunindo 400 pessoas durante todo o final de semana, fazendo com o evento atingisse a marca de 1.000 pessoas atendidas nos quatro dias de evento.

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Os educadores dos projetos presentes nas comunidades ficaram satisfeitos e encantados com a iniciativa. O coordenador e educador do projeto Grupo da Formiga, Jair Felisbino, que atende crianças e jovens entre 6 e 18 anos, se emocionou. “Eu me orgulho do trabalho que faço há 25 anos e estou feliz com os resultados”. O projeto de Jair atualmente atende 247 crianças e oferece futebol, handebol e vôlei para os moradores da Comunidade da Formiga. Segundo ele, o mais importante não é criar atletas de ponta, mas sim, cidadãos.

Silvia Maria, assistente social da Fundação Gol de Letra e uma das organizadoras do evento, comemorou os resultados atingidos. “Os Jogos de Integração nas Comunidades superaram nossas perspectivas, pois em se tratando de territórios rivais, todos participaram por longos períodos de todas as modalidades esportivas e também das apresentações de lutas marciais e capoeira. Conseguimos abranger todas as faixas etárias e, principalmente, ocupar um espaço delicado dentro das comunidades.

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Além das atividades esportivas, as crianças e adolescentes assistiram à palestra sobre consciência ambiental do Projeto Grael. Com o objetivo de promover gratuitamente a educação ambiental, o projeto ensina boas práticas e respeito ao meio ambiente, com foco na preservação dos mares e oceanos.

 A professora responsável pelo grupo de alunos da academia de Kickboxing “Foco FightTeen”, Glória Vasconcellos, trouxe meninos e meninas entre 9 e 12 anos para a Vivência de Boxe dos JIT e, como Jair e os outros educadores, exaltou a ação. “Esta integração é importante, pois assim as crianças começam a perder o medo de frequentar as outras comunidades daqui por serem rivais. Muitos deles, inclusive, estudam juntos, mas não interagem do lado de fora, então este tipo de ação é essencial para aproximá-los além dos muros da escola”.

“Os Jogos de Integração aproximam comunidades que anteriormente possuíam rivalidades promovidas pelo crime organizado e também fazem com que os líderes das comunidades trabalhem juntos, buscando soluções coletivas. Sobretudo, os jogos geraram atividades gratuitas para a população numa escala nunca antes realizada na região”, explica o coordenador pedagógico da Fundação Gol de Letra Felipe Pitaro.

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O evento foi realizado pela Fundação Gol de Letra em parceria com as Associações de Moradores das quatro comunidades, e com o apoio da adidas. Troféus foram entregues às comunidades participantes, porém o objetivo principal foi promover integração e união através da cultura esportiva.

Saiba como foi a participação da Gol de Letra no Festival 16, na França

Jovens do Rio e de São Paulo representaram a Fundação no evento oficial de futebol para o desenvolvimento da UEFA EURO 2016

 A etapa francesa do Intercâmbio Brasil-França, realizado anualmente pela Fundação Gol de Letra e pela organização Sport Dans la Ville, foi diferente em 2016. Desta vez os quatro jovens que participaram da viagem representaram a Gol de Letra no streetfootballworld Festival 16, evento oficial da UEFA EURO 2016, que reuniu delegações de projetos sociais do mundo inteiro para praticar e pensar o futebol para o bem.

De 28 de junho a 7 de julho, mais de 80 delegações de 50 países do mundo todo estiveram na cidade de Lyon para o festival, que foi organizado pela streetfootballworld e pela Sport Dans la Ville.

Os jovens monitores dos projetos da Gol de Letra Amanda, Bruno, Hedylene e Henrique –  acompanhados dos educadores Sérgio Andrade e Patrícia Paiva – embarcaram para a França cheios de ansiedade, expectativas e com a certeza de que estavam realizando um sonho! E que sonho…

Intercambio

Antes de Lyon, o grupo fez uma parada de três dias em Paris e conheceram alguns pontos turísticos. Arco do Triunfo, Museu do Louvre, Musée de l’Armée – Invalides, Catedral de Notre-Dame, foram alguns dos passeios pela cidade, sem esquecer, é claro, da inesquecível visita à Torre Eiffel. “Esses dias em Paris foram ótimos, vários passeios, risadas e fotos. Gostei muito, conheci vários lugares e também aprendi bastante”, contou Henrique Marques, de 18 anos.

Mas ainda tinha mais por vir. Ao chegarem em Lyon, acompanharam a abertura oficial do evento – uma festa linda com apresentações artísticas e queima de fogos -, participaram de atividades de integração com jovens do mundo inteiro e até conduziram uma oficina de Chinlone (modalidade de futebol) com os participantes. No dia livre fizeram um animado city tour pela cidade. Vivências mais que especiais, que os jovens guardarão para sempre na memória.

“Assim que chegamos, teve um ponto que me chamou atenção. Uma das delegações tinha pessoas com deficiência, então comecei pensar: ‘Como eles iriam jogar bola com só uma perna?’. Depois, quando eu vi eles jogando fique impressionada  com a habilidade deles, com a facilidade que eles tinham de jogar… Tirei uma lição  disso tudo: ‘Nunca olhe para um problema pequeno, pois têm pessoas com problemas maiores  e mesmo assim não  desistem de tentar sempre fazer o melhor’. Eu adorei a experiência  que tive  ao lado de pessoas incríveis. Agradeço  a Fundação  por ter me dado a oportunidade de viver isso tudo”, relembra Hedylene.

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E o “grand finale” não poderia ser melhor. No último dia de evento, a delegação da Gol de Letra fez parte da equipe campeã do festival de Futebol3, metodologia do esporte conhecida como “Futebol para a Paz”, jogado em três tempos, sem árbitro e com regras previamente combinadas entre os participantes. “Yasiyes” foi o nome escolhido por eles para a equipe, que significa “sim” em três idiomas. Junto com outros jovens da Colômbia, Indonésia e Alemanha, eles fizeram bonito e comemoraram bastante a vitória!

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De volta ao Brasil, a turma trouxe experiências e lembranças incríveis para compartilhar por aqui. Confira o que eles acharam:

Foi uma experiência inesquecível. O festival foi excelente, fiz várias amizades com pessoas de outros países, tentamos conversar em outras línguas, foi uma oportunidade ótima para conhecer outras culturas. Todos se divertiram muito… Só tenho a agradecer por essa viagem maravilhosa!”, relembrou Henrique.

Foi melhor do que eu imaginei. Tantos idiomas, tantas formas de viver diferente, culturas super legais! O que eu mais gostei foi que todos estavam ali unidos por uma paixão, que é o futebol. A sensação de estar pela primeira vez em um festival assim foi das melhores possíveis. Mesmo quando a nossa equipe perdeu na semifinal todos saíram felizes e rindo, o que normalmente não aconteceria se fosse numa competição ‘normal’. Obrigado por me dar essa oportunidade”, destacou Bruno.

“Eu gostei bastante de tudo, principalmente da integração que tivemos com pessoas de diversos países diferentes, o festival foi muito bem bolado. Nossa dificuldade foi em relação à comunicação, porque seria impossível não haver. Poder representar e levar o nome da Fundação Gol de Letra e ainda ganhar o campeonato foi incrível! Gostaria de dizer para as próximas gerações que aproveitem o máximo possível, experimente tudo, tente e nunca duvide de você. Mesmo não tendo muitas habilidades se esforce o máximo possível e nunca desista, pois foi o que eu fiz e não me arrependo”, finaliza Amanda.

Parabéns a todos que participaram da maior celebração do futebol para o bem do mundo!

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Projeto promove intercâmbio de jovens durante a Olimpíada Rio 2016

Com apoio do Erasmus+, programa da União Europeia, jovens da Fundação Gol de Letra e das ONGs Everything is Possible (Inglaterra) e Polgár Foundation (Hungria) terão a experiência de vivenciar os Jogos Olímpicos

Em agosto, as atenções do mundo inteiro estarão voltadas para a cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos, primeira edição realizada na América do Sul. Milhares de atletas, turistas, autoridades, jornalistas e visitantes das mais diferentes nacionalidades estarão presentes para acompanhar as competições nessa grande confraternização mundial.

Uma oportunidade e tanto para fortalecer a discussão em torno da importância de desenvolver atividades que incentivem o legado da educação juvenil por meio do esporte, bandeira defendida pela Fundação Gol de Letra.

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O projeto Legado Olímpico (Olympic Legacy), desenvolvido pela Gol de Letra e outras duas organizações sociais internacionais, vai propiciar a um grupo de jovens a experiência única de vivenciar um grande evento esportivo, realizando atividades de integração, trocas de conhecimentos, culturas e valores. A iniciativa é promovida pelo Erasmus+, programa de intercâmbio da União Europeia, com apoio do Consulado Geral Britânico.

De 8 a 15 de agosto, 30 adolescentes da Gol de Letra (RJ e SP) e das ONGs Everything is Possible (Inglaterra) e Polgár Foundation (Hungria) farão um intercâmbio  no Rio de Janeiro e acompanharão de perto os Jogos Olímpicos. O grupo vai assistir as competições de natação, remo, judô e polo aquático.

Jovens Monitores Participantes

Grupo da Fundação Gol de Letra SP (Brasil)

Além disso, a programação conta com uma série de atividades, tanto na sede da Gol de Letra, na comunidade do Caju – como Festival de Esportes, Noite Intercultural e Jantar de Integração – quanto externas, que incluirão visitas às Casas Britânica e Húngara (casas temáticas montadas por cada país especialmente para a Rio 2016), passeios à praia, Centro da cidade, Boulevard Olímpico (MAR) e Parque Nacional da Tijuca.

“É uma oportunidade única e enriquecedora! Propiciar aos jovens a chance de vivenciar uma Olimpíada com pessoas de outros países, de trocar experiências  e conhecimentos, lidar com o desafio que a comunicação em outra língua exige… Tudo isso vai enriquecer a bagagem cultural de cada um deles”, ressalta Sóstenes Oliveira, diretor geral da Fundação Gol de Letra.

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Grupo da Everything is Possible (Inglaterra)

Grupo da Polgár Foundation (Hungria)

Grupo da Polgár Foundation (Hungria)

Segundo Clair Brown, diretora da Everything is Possible e responsável pela coordenação geral do projeto, “o objetivo principal é promover trocas importantes no âmbito do esporte educacional entre os jovens e os profissionais participantes”. Além desse intercâmbio, o projeto conta com uma experiência internacional de dois voluntários intercambistas (EVS) da Gol de Letra, que já estão na Inglaterra trabalhando em organizações locais e centros educacionais ligados a esportes; e mais dois voluntários britânicos que virão ao Brasil para atuarem na Gol de Letra.

Outra estratégia será a troca de experiências profissionais entre as organizações, através de intercâmbios de menor duração, no sistema “work shadow” (profissionais sombra), no qual colaboradores das três ONGs terão a oportunidade de acompanhar alguns dias de trabalho nos diferentes países visando seu desenvolvimento profissional.

O projeto tem o apoio do Consulado Geral Britânico no Brasil, da BRF e da Gol Linhas Aéreas. Conheça mais e acompanhe todos os acontecimentos pelo site: http://olympiclegacy.eu/

Jogos de Integração do Caju completam 10 anos

Com muita animação e emoção, a décima edição do evento realizado pela Fundação Gol de Letra foi um sucesso entre os participantes

Na semana de 13 a 17 de junho mais de 500 crianças, jovens e adolescentes participaram dos Jogos de Integração do Caju, evento realizado no bairro há 10 anos pela Fundação Gol de Letra. Os participantes puderam aproveitar diversas atividades esportivas e de integração, que aconteceram no Ginásio Sócrates Brasileiro.

Os Jogos são uma oportunidade para que crianças e adolescentes vivenciem o esporte e seus valores sociais para além da prática, propiciando a criação de uma cultura esportiva na comunidade.

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Atividades como queimado maluco, futsal, futsal 3×3 feminino, gol a gol maluco, handball, atletismo, tênis de mesa, entre outras fizeram a alegria de todos. Segundo Bruno Lima, de 11 anos, “Os Jogos de Integração é [sic] muito maneiro, pois tem várias modalidades para jogar, posso ter comunicação com várias pessoas que eu não conheço de outras escolas. Eu gosto muito”.

Entre escolas públicas e organizações do bairro, o evento contou com nove instituições diferentes: Escola Municipal Prof. Walter Carlos Magalhães Fraenkel, Ginásio Experimental Olímpico do Caju, Centro Educacional Claudileno CEC, Escola Municipal Marechal Esperidião Rosas, Vila Olímpica Mane Garrincha, Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, Furacão, CIEP Henfil – Caju, Futebol da Paz e Fundação Gol de Letra.

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O coordenador de projetos da Fundação Gol de Letra, Felipe Pitaro, conta sobre a importância da parceria com as escolas e projetos do entorno: “Esses 10 anos são um marco para a gente avaliar o quanto conseguimos mobilizar, o quanto o esporte tem sido importante para criar relações aqui no Caju. A gente espera que seja um evento que tenha importância e relevância para todos os parceiros participantes”.

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Além dos esportes de quadra, crianças e jovens também praticaram outras atividades nas dependências da Fundação, como vivência no judô, skate, capoeira, badminton, minibasquete, foto maluca e desafio do Xbox One. Não faltou empolgação entre os presentes!

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A cerimônia de encerramento contou com a entrega de medalhas aos participantes e placas para as instituições, e também com uma apresentação especial da Banda da Floresta, um grupo de jovens da Fundação Gol de Letra, que participam do Programa Dois Toques. Agradecemos a presença de todos e até o próximo ano!

Os Jogos de Integração do Caju foi um evento financiado pela Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal, com apoio da Vivo.

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