Gol de Letra promove Fórum Interno sobre Esportes e Educação integral
Programa de Jovens inaugura o seu Festival de Arte e Cultura
Leitura na Vila encerra ciclo de capacitações

Torneio Gol de Letra 2016 acontece em dezembro no RJ e em SP

Funcionários de grandes empresas participam de torneio de futebol nos estádios do Maracanã e Morumbi, em evento promovido pela Fundação Gol de Letra

Disputar uma partida de futebol no gramado dos estádios do Maracanã (RJ) ou do Morumbi (SP).  O sonho de muitos vai se tornar realidade no próximo mês de dezembro, quando funcionários de empresas participarão de mais uma edição do Torneio Gol de Letra, maior evento de futebol corporativo do Brasil, promovido pela Fundação. O investimento é revertido para os projetos realizados em São Paulo e no Rio, que atendem cerca de 2,6 mil jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social por ano.

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Para participar, cada empresa aporta R$ 30 mil para colocar um time masculino em campo e se quiser acrescentar uma equipe feminina no torneio, investe mais R$ 10 mil, totalizando R$ 40 mil para ter dois times participantes. Em 2016, participarão a Brookfield, Rede D’or, EDF Norte Fluminense , GL Events, Cavalcante Ramos e Hortifruti na edição do Rio; e Accor Hotels, GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, Linkedin, SEB, Crédit Agricole e Bloomberg, em São Paulo. Nas doze edições já realizadas em São Paulo e nas nove no Rio, já passaram outras grandes empresas nacionais e multinacionais.

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Além de um investimento solidário, a ação gera para a empresa visibilidade de marca, incentivos como benefício fiscal com dedução no IR de até 2% do lucro operacional (Lei 9249) e representa uma ótima oportunidade de endomarketing, favorecendo o clima interno por valorizar o colaborador, integrando-o com colegas e estimulando o trabalho em equipe. Mais que jogar nos maiores palcos esportivos do país, os funcionários têm a oportunidade de criar um network e levar a família e amigos para assistirem às partidas.

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O Torneio Gol de Letra é um dos eventos mais importantes e uma importante fonte de arrecadação de recursos livres para a instituição, que desenvolve projetos educacionais com atividades de esporte e lazer, expressão oral e escrita, cultural, artística e corporal, educação para o trabalho e desenvolvimento local, atendendo moradores de comunidades no Rio (Caju e Barreira do Vasco) e em São Paulo (Vila Albertina). Instituída pelos ex-jogadores Raí e Leonardo e dirigida por Sóstenes Brasileiro e Beatriz Pantaleão, a Gol de Letra promove o Torneio no Rio, em São Paulo e em Paris.

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O evento ocorre anualmente e chega a sua 13ª edição em São Paulo e a 10ª no Rio, reunindo empresas que buscam cada vez mais uma gestão pautada na sustentabilidade. As partidas ocorrerão nos estádios do Morumbi (dia 10 de dezembro) e Maracanã (6 de dezembro). Na edição paulistana, o “Jogo Personalidades” vai unir no campo o time campeão do torneio, além de ex e atuais jogadores de futebol.

“Há três anos participamos do Torneio Gol de Letra e acreditamos muito nesta importante iniciativa. O esporte contribui para a qualidade de vida e funciona como um estímulo para os nossos colaboradores, já que o time vencedor do nosso torneio interno de futebol é o escolhido para participar e representar a empresa no Torneio Gol de Letra”, afirma Maria de Fátima Mendes de Lima, executiva de Sustentabilidade do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE.

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Para saber mais sobre o Torneio, acompanhe nossas redes sociais como Instagram (@fundgoldeletra) e Facebook.

 

Jovens do Rio e de São Paulo se reúnem para o Festival Football for Hope

Realizado entre 2 e 4 de novembro, evento proporcionou experiências diferentes e um novo olhar sobre a prática do futebol

Petrópolis recebeu a terceira edição do Festival Jogo Aberto Football For Hope, projeto realizado pela Fundação Gol de Letra com apoio da FIFA. Jovens do Rio de Janeiro e de São Paulo participaram, de 2 a 4 de novembro, do evento, que promove a troca de conhecimentos, experiências e a cultura de paz através da prática de diferentes modos de jogar o futebol. O tema trabalhado durante o ano foi o Futebol 3 Tempos, modalidade na qual os participantes negociam e definem as próprias regras e jogam sem a presença de um juiz.

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O grupo de 60 participantes se acomodou no SESC Nogueira, em Petrópolis, para três dias de muita integração, esporte, debates, aprendizados e novas amizades. A programação envolveu campeonatos de futebol 3 tempos e futevôlei 2 tempos, além de dinâmicas e atividades paralelas como jogos de tabuleiro, videogame, piscina, caminhada, jogos cooperativos e recreativos. Um fórum sobre gênero e diversidade sexual também fez parte das atividades, reforçando o respeito durante a prática esportiva e na vida cotidiana.

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Com este evento, meninos e meninas têm a oportunidade de construir um novo olhar para o esporte. “Com o Futebol 3 Tempos, eles trabalham aspectos da mobilização juvenil, da cidadania, dos processos de emancipação, solidariedade, amizade e valores sociais”, explica o coordenador pedagógico, Felipe Pítaro.

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O Festival Football For Hope promove a reflexão sobre temas sensíveis ao cotidiano dos jovens, incluídos tanto na forma de conteúdo quanto na de estratégia das dinâmicas. Os participantes enriquecem seu repertório esportivo e cultural e trabalham a competição saudável e o convívio com o diferente.

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Gol de Letra promove Festival de Integração Rio-São Paulo

Momentos inesquecíveis com turmas das duas unidades da Fundação

A Fundação Gol de Letra realizou entre os dias 10 e 12 de outubro, em São Bento do Sapucaí, no Vale do Paraíba (SP), uma série de atividades esportivas, de socialização e integração com jovens que fazem parte de seus projetos nas unidade do Rio e de São Paulo.

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O “Festival de Integração Rio-São Paulo” aconteceu pela primeira vez e teve como objetivo ampliar o horizonte de ações esportivas para cerca de 50 adolescentes dos programas Dois Toques (RJ) e Jogo Aberto (SP). Durante três dias de acampamento, eles puderam aproveitar uma programação cheio de modalidades esportivas, gincanas, rodas de conversa e muita integração.

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Ao longo do ano, os jovens realizaram pesquisas sobre temas ligados ao esporte, como forma de ampliar a prática, conhecimentos teóricos, técnicos e culturais de algumas modalidades como futsal, basquete, handebol e outros esportes de quadra. Assim, os participantes puderam apresentar as lições aprendidas e dividir suas experiências com os educadores.

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Completando a programação, também aconteceu uma oficina sobre gênero e diversidade para reforçar a igualdade não só no esporte, mas também nas atitudes e comportamento de meninas e meninos.

“São momentos como esses que fazem a gente aprender coisas novas, ganhar experiência, e por isso eu recomendo a todos que um dia puderem participar”, comentou Sara Silva, monitora esportiva do Programa Jogo Aberto em São Paulo.

Confira abaixo mais fotos do evento:

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Antes de se despedirem dos novos amigos e amigas, todos puderam aproveitar momentos de lazer e diversão na piscina.

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*Os programas Dois Toques e Jogo Aberto na Vila são desenvolvidos pela Fundação Gol de Letra nas comunidades do Caju (RJ) e Vila Albertina (SP), respectivamente, e financiados pela Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal. Se você também acredita na transformação pelo esporte, contribua para a manutenção dos programas e projetos da Gol de Letra. Acesse: www.goldeletra.org.br/doe

 

Artigo: A força do diálogo no terceiro setor

Diretora executiva da Fundação Gol de Letra fala sobre oportunidades, experiências e mecanismos que fortalecem o terceiro setor 

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Por Beatriz Pantaleão, diretora executiva da Fundação Gol de Letra

Não resta a menor dúvida de que trabalhar no Terceiro Setor tem o seu fascínio. Estar, diariamente, inserida em uma realidade de desigualdade social latente aumenta ainda mais o nosso desejo e responsabilidade de contribuir para melhorar o combate às diferenças sociais do nosso país. No entanto, o cenário atual é muito desafiador. Diante da crise econômica que enfrentamos, as organizações não-governamentais precisam mais do que nunca avançar no processo de profissionalização, agir criativamente para buscar financiamentos, trocar experiências com outras entidades e medir resultados para justificar a continuidade dos projetos de forma eficiente.

Nossa motivação é renovada diariamente quando vemos a garotada da Fundação Gol de Letra evoluindo, descobrindo perspectivas para uma mudança de vida. São resultados palpáveis que estimulam, seduzem e nos realizam, mas que concorrem com desafios enormes como o desejo de políticas públicas mais eficazes no combate à violência, um apoio maior do governo e a busca de financiamento de projetos.

Com esse propósito, foi realizado recentemente o Laureus Sport for Good Global Summit, na Alemanha. O encontro reuniu mais de 100 instituições de todo o mundo: África do Sul, Argentina, Congo, Nova Zelândia, Austrália, México, Brasil entre outros. Representadas por lideranças, essas instituições puderam compartilhar suas culturas, costumes e suas metodologias tão singulares em cada ambiente.

Lá, foi possível aprender novas estratégias para captação de recursos, a importância da transferência de tecnologia social e, para nossa surpresa, verificamos que o Brasil está em um estágio bem avançado no que diz respeito às ferramentas de avaliação e os processos de gestão dentro das organizações. Ter a oportunidade de conversar com instituições de todo o mundo, que compartilham dos nossos ideias, foi realmente muito positivo e, acima de tudo, nos mostrou que não estamos sozinhos e que a luta vale a pena.

O Summit Laureaus proporcionou um espaço de muita sinergia, jogos, dinâmicas e integração entre pessoas que se conheciam apenas no mundo virtual. O olhar, o toque e, claro, a cumplicidade foram muitos especiais e, definitivamente, uma bomba de estímulo e energia. Apesar de cada instituição ser única e singular, todas têm algo em comum: o ser humano. Todas carregam em sua essência o desejo de um mundo mais justo e menos desigual e, por isso, a troca aconteceu de maneira natural e intensa.

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Ao voltar para o Brasil, tive a convicção de que a Fundação Gol de Letra está no caminho certo. Desenvolvemos um modelo sistematizado de gestão que nos ajuda a mapear os gargalos e as oportunidades de melhoria para implementação dos projetos e para avaliação dos processos e de recursos humanos. Testemunhamos que estamos preparados para os desafios futuros e podemos contribuir para fortalecer a profissionalização do setor não só no Brasil, mas em âmbito global.

Durante muito tempo as organizações sociais desenvolveram suas ações apenas sob a lógica da prática assistencialista. Hoje percebo que evoluímos muito. Prova disso foi o destaque que o terceiro setor ganhou ao entrar na composição do Produto Interno Bruto (PIB), o que ocorreu na recente revisão realizada pelo IBGE. Assim, as organizações não governamentais emergem, ainda com mais força, com o papel de resgatar a cidadania e humanizar as relações entre empresas, governos e a sociedade. Que venha o próximo Summit!

Veja aqui o artigo publicado no Portal Administradores.

Caminhada Esportiva da Fundação Gol de Letra (RJ)

Evento reúne adultos e crianças em atividades diversificadas

14368644_1105850349451010_1920037204711866939_n A segunda edição da Caminhada Esportiva da FGL ocorreu de maneira diferente no sábado, 13 de setembro. Em vez do usual trajeto de aproximadamente 3km percorrendo as ruas da zona portuária do Rio, os moradores do bairro Caju praticaram diversas atividades físicas na sede da Fundação, enquanto seus filhos e netos participaram de um clube de leitura na Biblioteca Comunitária da Gol de Letra.

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A mudança nos planos foi conseqüência da situação de risco em que as comunidades do bairro amanheceram no dia do evento. Policiais e traficantes da área estavam em confronto, impossibilitando que a caminhada ocorresse conforme planejado. Por segurança e proteção aos moradores, educadores e responsáveis da Gol de Letra  fizeram uma rápida reunião para criar e decidir atividades para as famílias presentes.

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O intuito era manter os participantes seguros enquanto praticavam atividades físicas diversas nos espaços que foram rapidamente adaptados para recebê-los. Determinados e cheios de vigor, homens e mulheres praticaram ginástica localizada, dançaram coreografias especiais ao som de ritmos brasileiros como funk e axé e participaram de um circuito cheio de exercícios de resistência, agilidade e força.

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Para a moradora Cleusa, de 36 anos, o evento estava ainda melhor que o anterior. “Eu não poderia deixar de vir porque eu gosto muito. É uma oportunidade que a comunidade tem de estar com a recreação em dia e o corpo em forma. É uma maneira que eles (a FGL) têm de fornecer uma coisa muito boa para nossa saúde”, declara.

Enquanto os adultos se dividiam entre as atividades, as crianças se divertiam com leituras e histórias na Biblioteca, além de jogos e brincadeiras preparados especialmente para eles. Apesar do clima tenso, os pais e parentes sentiram-se seguros e acolhidos e muitos declararam que adoraram o evento exatamente da forma como foi executado, pois passaram bastante tempo se exercitando, aproximadamente 3 horas.

dsc_1080Luzinete, de 47 anos, mãe de um educando da modalidade Tênis de Mesa, sempre participa dos eventos da Gol de Letra  e adorou a maneira como aconteceu. Praticante regular de exercícios, acha muito importante este tipo de ação para a saúde dos moradores. “Não achei (o evento) nada cansativo, se ficasse aqui o dia inteiro seria ótimo. Gostei muito lá de dentro! Daquela participação naquela dança, tipo lambaeróbica, dos exercícios… Amei demais, tudo, tudo!”.

Os participantes receberam lanches e sucos para recuperar as energias. O consumo de água foi constante para manter a hidratação. Ao final do evento, a situação no entorno já estava mais tranquila e todos puderam voltar para casa em segurança.  O público esperado para a caminhada era de 100 pessoas. Do montante estimado, 70 compareceram, entre jovens adultos e crianças – um número alto para as condições inesperadas do momento. Os educadores e organizadores ficaram emocionados e felizes com a coragem e força de vontade dos moradores presentes mas reforçam a necessidade de levar as atividades da fundação a todos os espaços da comunidade.

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A Caminhada Esportiva faz parte do programa Jogo Aberto, apoiado pelo GRUPO SEGURADOR BB E MAPFRE através da Lei de Incentivo ao Esporte. O programa oferece o aprendizado de algumas modalidades olímpicas a crianças e adolescentes do bairro do Caju, na zona norte do Rio de Janeiro.

#jogoabertocaju #fgl #fundacaogoldeletra #caminhadaesportiva #felizdequemparticipa

Artigo: Educação Integral e o mês da criança

A educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano

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Por Sóstenes Brasileiro de Oliveira, diretor geral da Fundação Gol de Letra

“É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, diz um conhecido ditado de origem africana, muito utilizado pra descrever o que hoje entendemos como educação integral.

Para educar um adolescente ou formar  um jovem, é preciso estar atento a um processo educativo mais amplo e envolver toda uma “aldeia”.  Estamos falando aqui de uma visão sistêmica do processo educativo, que considera não apenas o indivíduo, mas também a importância vital da família, da escola, da comunidade onde vive e de todos os outros atores sociais com os quais se relaciona.

O papel de uma organização como a Fundação Gol de Letra –  que atua em comunidades onde a vulnerabilidade socioeconômica é um fator determinante e limitador das condições de aprendizado –  é oferecer  possibilidades e oportunidades por meio de conhecimentos e práticas acumulados, além de se colocar como parceiro de outros atores  importantes, atuantes no bairro e fora dele.

O intuito é oferecer a possibilidade de crianças, adolescentes e jovens vivenciarem, nos espaços disponíveis no bairro e na cidade, experiências que atendam suas necessidades formativas, educativas e sociais de interagir com diversos grupos, com diferentes linguagens e discursos e com outras práticas culturais.

A educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano e se dá como processo ao longo de toda a vida. Assim, como está muito bem definida, a educação integral não é uma modalidade de educação, mas sua própria definição.

Dentro dessa perspectiva, não é demais lembrar que o Esporte atua como fator determinante para a complementaridade do processo educativo, em busca do desenvolvimento pleno do ser humano. A prática esportiva representa a possibilidade de fortalecer nessas crianças, a capacidade de se relacionar, o pensamento criativo, a disciplina, o prazer em compartilhar e celebrar, dentre outros valores que compõem um ser humano forte, integrado, capaz de conviver com as diferenças e potencialidades presentes no convívio social.

Ainda no âmbito dessa busca incessante por oferecer alternativas educacionais que sejam amplas e libertadoras, iniciamos em setembro, no Rio de Janeiro, o Programa Juventude e Oportunidades, uma experiência que abrange diferentes oportunidades para contemplar o desejo dos jovens em relação à sua formação educacional, geração de renda, organização pessoal e familiar e, acima de tudo, afirmar seu papel como cidadãos produtivos na vida em sociedade.

Focado em três grandes eixos – Escolaridade Básica e Acesso à Universidade, Qualificação Técnica e Empreendedorismo, o Programa atenderá, por meio de 11 cursos anuais, às demandas de educação e formação profissional identificadas no bairro do Caju, zona portuária da cidade do Rio de Janeiro.

Assim, a iniciativa se mantém alinhada com os princípios de educação integral, já que se propõe a construir um modelo de formação legitimada pelo coletivo, considerando o entorno e suas possibilidades de inserção profissional, bem como as características históricas, sociais e culturais do cenário onde intervém.

Festival Gol pela Igualdade animou a Vila Albertina, em São Paulo

Evento contou com campeonato de futebol feminino e diversas outras atividades paralelas, com o objetivo de ampliar a discussão sobre as desigualdades de gênero

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Um dia para reafirmar a necessidade de direitos iguais e respeito entre os gêneros e mostrar que o Esporte é para todos. O Festival Gol pela Igualdade  aconteceu no dia 24 de setembro, nas dependências da Escola Estadual Vila Albertina, Zona Norte de São Paulo, onde a Fundação Gol de Letra realiza o projeto de Lazer todos os sábados.

Cerca de 20 times de futsal feminino, nas categorias mirim e adulto, participaram dos jogos e a comunidade da Vila Albertina compareceu em peso para torcer e prestigiar. Times de diversas regiões da cidade estiveram presentes, somando quase 500 pessoas entre jogadoras e público em geral. “Isso pode melhorar a convivência entre meninos e meninas, porque muitas vezes as meninas querem jogar bola e eles não deixam, ou eles querem jogar vôlei e as meninas não deixam. Assim, mostra que os dois podem fazer as coisas juntos e se divertir”, observou Jenifer Ester, de 16 anos.

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Na abertura do evento, o grupo de jovens monitores da Fundação encenou situações cotidianas sobre respeito e diversidade em uma breve apresentação de teatro. Em seguida, uma intervenção das Agentes Sociais abordou questões importantes sobre igualdade de gênero: “Lugar de mulher é onde ela quiser”, entoaram levantando cartazes.

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E quando as partidas começaram pra valer, meninas e mulheres mostraram o quanto o esporte tem a integrar, ensinar e entreter. “Nossa avaliação sobre o primeiro evento com essa temática foi excelente, acima da expectativa em relação à participação e também de desenvolvimento das atividades, que aconteceram de acordo com o que foi planejado. Destaque também para a ampla presença da comunidade e o feedback positivo dos participantes”, relata o coordenador de projetos da Gol de Letra Sérgio Andrade.

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A programação foi diversificada, com opções para todas as idades. Além do futebol, o público também aproveitou Roda de Capoeira, Coletivo Feminino de Graffiti, Cine Gênero com projeção de vídeos sobre a temática, Aula de Dança, Música e um clima de muita diversão. A turma da Marcenaria também expôs os trabalhos realizados durante as oficinas do Programa de Jovens.

“Estou adorando. Acho muito importante essa iniciativa aqui na comunidade, incentivando os jovens, principalmente, e as mulheres a participarem do esporte. Temos sim que incluir os homens nas atividades de combate ao machismo, afinal são eles o público alvo”, contou Karen Nayara, de 15 anos. Já a participante Brenda lembrou de situações cotidianas nas quais a questão de gênero ainda é muito presente: “Eu já sofri preconceito por gostar de jogar futebol. Os meninos me chamavam de ‘Maria-Homem’, coisas do tipo, mas eu nunca liguei porque eu acho que tem que ter direitos iguais, então eu sempre me impus. Com esse evento acho que as meninas vão querer se aproximar, participar mais das atividades e o machismo dos meninos pode diminuir”.

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O graffiti, outra linguagem trabalhada nas oficinas do Programa de Jovens, também esteve presente. Um lindo mural foi grafitado com a temática do empoderamento feminino. Os trabalhos foram realizados por um coletivo feminino, composto pelas artistas Caluz, Cléo Moreira, Luiza Gancho e Groselin Gutiérrez.

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Ao final, todas as equipes receberam medalhas de participação e uma camiseta exclusiva. “Eu achei legal porque antes não tinha muitos campeonatos para as meninas jogarem, agora está tendo mais. Treinamos toda semana, temos até um técnico e nosso time tem meninas e mulheres de várias idades”, contou Gabriela, de 17 anos, integrante da equipe Unidas pelo Futebol, do Jaçanã.

O evento envolveu ações dos Programas Comunidades, de Jovens e Jogo Aberto na Vila, este último realizado via Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal, com apoio do Banco Daycoval, Odontoprev e TV Globo. E também fez parte das atividades do projeto “Gol pela Igualdade”, que tem apoio do Cityzens Giving/ Manchester City.

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“Esse evento aqui na Vila Albertina é muito válido, pois sabemos que ainda vivemos em uma cultura machista e temos que buscar mudar isso. A participação dos jovens é fundamental porque assim conseguimos desconstruir desde cedo essa cultura”, ressaltou a agente social Jacqueline Ferreira Flores.

Iniciativas como essas são de extrema importância para a conscientização de crianças, adolescentes e jovens sobre o respeito à diversidade e igualdade entre gêneros, uma vez que aborda essas questões de maneira lúdica, leve e divertida. O Esporte é para todxs!

Mais educação e cultura para os moradores do Caju (RJ)

FGL reinaugura biblioteca em novo espaço. Acervo conta com mais de 6 mil livros

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A comunidade do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro, possui um motivo para comemorar! A Biblioteca da Fundação Gol de Letra foi reinaugurada em um novo espaço, maior e melhor equipado, entregue aos moradores no dia 13 de setembro, em um evento que contou com a presença do instituidor Raí. Intitulada Biblioteca Comunitária Carlos Ghosn, o equipamento é fruto da parceria com o Instituto Nissan, por isso a homenagem ao CEO da montadora. O intuito é estimular a leitura e levar educação e cultura para ainda mais crianças e jovens.

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Em seu discurso, o campeão de futebol Raí diz que o momento é de ampliar as parcerias e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. “O novo espaço pretende ser uma referência para a comunidade, oferecendo também mais oportunidades de educação, incentivando o acesso à leitura com um amplo acervo de títulos nacionais e internacionais”, destaca. A nova biblioteca conta ainda com seis computadores com acesso à internet para pesquisa.

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São mais de 6 mil livros no acervo à disposição das comunidades na região. Os gêneros vão da ficção científica ao romance, passando por títulos de história, investigação policial e aventura, entre outros. Obras conceituadas no Brasil e no exterior contam com mais de uma edição, para facilitar o acesso a elas. Autores como Jorge Amado, Eça de Queiroz e Dan Brown aparecem diversas vezes nas prateleiras e as seções literárias atendem a todas as idades e gostos.

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Para o empréstimo dos livros e uso do ambiente de leitura, basta levar o RG. O espaço oferece estrutura de mesas, cadeiras e computadores com acesso à internet para quem quer estudar e também jogos de tabuleiro e de videogame para quem quiser brincar. Os monitores e estagiários organizam leituras em conjunto e contam histórias para os que ainda não sabem ler, além de dar dicas e prestar todo o auxílio necessário ao empréstimo dos livros.

A diretora executiva da Fundação Gol de Letra, Beatriz Pantaleão, vê a biblioteca como mais um serviço às crianças e principalmente aos jovens. “Convidamos as famílias e os amigos de todos que já conhecem os projetos da Fundação para visitarem o novo espaço. Acreditamos que, com maior acesso à educação, os jovens ampliarão as oportunidades para se desenvolverem e, consequentemente, conquistarem um primeiro emprego” afirma.

A Biblioteca fica no prédio Ásia 1, na sede da Fundação Gol de Letra no Caju (Rua Carlos Seild, 1.141C) e fica aberta de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h30.

#FelizdeQuemParticipa

Gol de Cidadania oferece serviços e esportes na Barreira do Vasco (RJ)

Evento teve sua 2ª edição realizada na comunidade e contou com a participação de cerca de 200 moradores

Em setembro, a Fundação Gol de Letra realizou a segunda edição do Gol de Cidadania na Barreira do Vasco, comunidade localizada no bairro de São Cristóvão, região central do Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo oferecer serviços, oficinas, palestras, orientações de saúde, atividades físicas e promover integração social na comunidade, onde a Gol de Letra realiza atividades de tênis e judô para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos.

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O dia começou bastante animado, com diversas atividades: aulão de ginástica, aulão de zumba, biblioteca itinerante, atendimento do posto de saúde, atendimento do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, exposição da ABRAPAC – Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes de Câncer, exposição de material educativo da Secretaria Municipal de Saúde (Vigilância e Educação em Saúde) e Secretaria Municipal de Habitação.
A ação atendeu em torno de 200 moradores da Barreira do Vasco, entre crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

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Uma das moradoras da comunidade, Kelly Romano, de 32 anos, declarou seu carinho pela Gol de Letra: “Adoro a Fundação e tudo o que faz. Todas as atividades são legais, faz bem pra saúde e para mente das pessoas, como o Gol de Cidadania. Acho que o evento poderia durar o sábado todo. É muito bom ter esse momento de atividade com a comunidade. É tudo feito com muita alegria. Obrigada por todo cuidado que vocês têm com a gente.”

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A iniciativa faz parte do Programa Jogo Aberto – Barreira do Vasco, que é realizado desde 2014 com o apoio da Fondation Lacoste.

*Realizado desde 2008 na unidade Caju, o Gol de Cidadania surgiu como uma estratégia de intervenção do Programa Comunidades da Fundação Gol de Letra, que foca suas ações na mobilização social e no fortalecimento comunitário, visando envolver as famílias atendidas e potencializar as ações junto às comunidades locais. As atividades são realizadas em parceria com instituições públicas e privadas e contam com a equipe técnica do projeto, desde o planejamento até a execução.

 

Fundação Gol de Letra ganha Centro de Educação e Formação Profissional no RJ

Novo espaço, fruto de uma parceria com o Instituto Nissan, irá oferecer cursos profissionalizantes e ensino formal Fundamental II, Médio e pré-Enem para adultos que não conseguiram concluir os estudos

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Prédio Ásia 1 tem 4.000 m², local onde serão oferecidos sete cursos profissionalizantes, com capacidade para atender cerca de 700 jovens por mês

Os jovens da comunidade do Caju têm mais um motivo para comemorar. Além das atividades promovidas pela Fundação Gol de Letra, que celebra 10 anos na região esse ano, sete novos cursos profissionalizantes serão oferecidos pela instituição em parceria com o Sistema Firjan, além do ensino fundamental II, médio e curso pré-Enem. Os novos cursos serão oferecidos no Centro de Educação e Formação Profissional, inaugurado no dia 6 de setembro, em parceria com o Instituto Nissan, o que representará o dobro do número de pessoas atendidas pela Fundação.

Na véspera dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a inauguração marca a história do bairro, conhecido como um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade. Para os jovens, representa novas perspectivas de futuro. Adriele dos Santos Alves, 14 anos, monitora do Programa Jogo Aberto da Fundação Gol de Letra, está otimista. “Mais oportunidades no Caju são importantes para o crescimento de todos”, diz. Laura Milene Santos, 15 anos, monitora do Programa Dois Toques da Gol de Letra, também se alegra. “Há muitas dificuldades na comunidade, como acesso à escola. E agora teremos mais chances para os jovens”.

François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, participou da inauguração

François Dossa, Presidente da Nissan do Brasil participou da inauguração

O instituidor da Gol de Letra, o ex-jogador Raí, comemora: “Vejo o brilho nos olhos desses jovens hoje e fortalece a crença de um país mais justo”, afirma. “Queremos transformar pessoas, comunidades e o país. Acreditamos no potencial das novas gerações e desejamos atrair novos investidores para o desenvolvimento local de toda a região”.

A diretora executiva da Fundação Gol de Letra, Beatriz Pantaleão, reconhece o poder da educação. “Somente pela educação conseguimos transformar o mundo. A auto-estima das crianças e jovens se resgata e se eleva por meio de uma apropriação de novas oportunidades no bairro onde moram”.

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Alexandre Reis, superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, Raí, François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, e Cezar Vasquez, diretor superintendente do SEBRAE

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Alexandre Reis, superintendente do SESI e diretor regional do SENAI, assina convênio para realização dos cursos, ao lado de Raí e Beatriz Pantaleão, diretora executiva da Gol de Letra

Totalmente reconstruído, o espaço que abrigará o projeto “Caju: Um Novo Olhar” – chamado ‘prédio Ásia’ – tem quatro mil metros quadrados e é o local onde serão oferecidos os cursos. O espaço possibilita que mais de 1.400 pessoas sejam atendidas mensalmente, entre jovens e adultos. Atualmente, a capacidade de atendimentos é de 700 por mês.

Serão sete os cursos técnicos, formatados em parceria com o SENAI (Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial) e certificados pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro): Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva. Jovens, a partir dos 17 anos e que sejam moradores do Caju, poderão se inscrever.

Cursos são formatados em parceria com o SENAI e certificados pela Firjan.

Cursos são formatados em parceria com o SENAI e certificados pela Firjan.

Jovens poderão se capacitar em Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva

Jovens poderão se capacitar em Administração, Alimentação de Linha de Produção, Computação, Eletricidade de Baixa Tensão, Funilaria, Logística Portuária e Pintura Automotiva

O projeto “Caju: Um Novo Olhar” também vai contemplar os adultos que não conseguiram completar os ensinos fundamental e médio e que também queiram se preparar para o ensino superior com um curso pré-Enem. Em breve, serão divulgados os cronogramas de todos os cursos, a quantidade de vagas e as formas de inscrição.

Educação para transformação
O projeto “Caju: Um Novo Olhar” é fruto de uma evolução da parceria e relação madura entre ambas as partes e teve início como uma ideia mútua de deixar um legado social para a cidade do Rio de Janeiro. Ideia que começou a se tornar realidade assim que a Nissan foi anunciada, em 2012, patrocinadora oficial dos Jogos Rio 2016. O objetivo era contribuir com a sociedade pensando no futuro, indo além do período dos Jogos.

Formação Sustentável
O prédio onde funcionará o Centro de Educação e Formação Profissional, chamado Ásia 1, foi concebido segundo conceitos de engenharia sustentável, os mesmos que a Nissan utilizou para construir seu Complexo Industrial em Resende, no Estado do Rio. Engenheiros, que também são voluntários do Instituto Nissan, ajudaram a instalar o sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida.

Prédio Ásia 1 possui sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida

Prédio Ásia 1 possui sistema fotovoltaico que gera 100% da energia consumida

Como não emitem gases de efeito estufa (CO2, CH4 etc), os painéis são capazes de gerar 165kWh/mês, o que seria suficiente para abastecer 26 residências de energia por um mês. Esta energia reduz a emissão de 6,5 toneladas de CO2 anualmente (considerando 0,1244 tCO2/MWh) e a preservação de mais de 160 arvores (considerando 25 anos e 6,32 árvores /tCO2). A instalação destes painéis solares, além da consultoria para a utilização dessa tecnologia, deu-se por meio da parceria de engenheiros voluntários do Instituto Nissan com as empresas de energia EDF e EGPE, que ajudaram a viabilizar o projeto.