Gol de Letra promove Fórum Interno sobre Esportes e Educação integral
Programa de Jovens inaugura o seu Festival de Arte e Cultura
Leitura na Vila encerra ciclo de capacitações

Campanha conscientiza jovens da Vila Albertina (SP) sobre relacionamentos abusivos

Iniciativa do Projeto Sexualidade em Ação gera reflexão e debate com atividades para mais de 700 crianças e adolescentes estudantes de escolas públicas da comunidade

Durante todo o mês de junho, mês dos Namorados, a Fundação Gol de Letra realiza, em São Paulo, a campanha Gentileza no Namoro, com o objetivo de convidar à reflexão grupos de adolescentes da região da Vila Albertina, zona norte de São Paulo, sobre os sinais de um relacionamento abusivo e violência doméstica, atuando de modo a prevenir que estes jovens sejam envolvidos em relações desse tipo.

A iniciativa faz parte do Projeto Sexualidade em Ação, e deve impactar aproximadamente 700 estudantes de escolas públicas da região e educandos da Fundação, com idade entre 8 e 18 anos.

A conscientização é feita por meio de oficinas sobre o tema, por vezes delicado e tratado como tabu, incluindo atividades lúdicas, tais como amigo secreto, exibição de vídeos, questionários e dinâmicas. “De acordo com nossa experiência, as conversas com adolescentes têm retratado situações comuns envolvendo ciúmes, posse e rivalidade em relacionamentos, por isso a campanha Gentileza no Namoro vem com a proposta de ajudá-los a identificar quando estão vivenciando uma relação abusiva”, diz Cristiane Narciso, analista de desenvolvimento local da Fundação Gol de Letra e responsável pelo projeto Sexualidade em Ação.

As atividades acontecem nas escolas municipais João Ramos Pernambuco Abolicionista, Professor Noé Azevedo, Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) Vila Albertina, e na própria Fundação.

O projeto é realizado com o objetivo de garantir espaços de discussão sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos e Saúde Sexual e Reprodutiva, na perspectiva dos Direitos Humanos e da Equidade de Gênero. O projeto realiza oficinas para crianças, adolescentes e jovens atendidos pela Gol de Letra, em escolas da rede pública e organizações sociais. Também são realizados encontros para formação de professores e profissionais.

 

Projeto Ginga Social conclui seu período de execução

Iniciativa levou a metodologia esportiva da Fundação Gol de Letra para 7 cidades brasileiras, alcançando mais de 4.600 crianças, adolescentes e jovens beneficiados

Ginga Social Porto Alegre

Desenvolvido pela área de Disseminação da Fundação Gol de Letra em parceria com a adidas, o Ginga Social teve início em 2011 com o objetivo de contribuir com um legado social a partir de ações ligadas à Copa do Mundo e Olimpíadas, dois dos eventos esportivos mais importantes sediados no Brasil nos últimos anos.

A meta foi levar a metodologia Gol de Letra de Esporte Educacional e de Participação para outras localidades do país, por meio da implementação de projetos em organizações locais. A proposta incluiu desde a formação e capacitação das equipes de educadores e coordenadores, tutoria e monitoramento das atividades, até a avaliação final do projeto.

Ginga Social Rio de Janeiro

Essa forma de atuação permite à Fundação transferir conhecimentos e experiências para outras instituições (organizações locais que colocam o projeto em prática) e comunidades, difundindo práticas e saberes por meio dos quais o esporte é utilizado como ferramenta de inserção e desenvolvimento social em lugares com alto índice de vulnerabilidade.

Tendo como ponto de partida os princípios educacionais da Gol de Letra (aprender, conviver e multiplicar), os projetos implementados pelo Ginga Social ofereceram modalidades coletivas e individuais de esporte e lazer para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, considerando o envolvimento das famílias dos participantes e dos moradores do entorno. Contribuiu também com a melhoria e revitalização de espaços e equipamentos sociais locais, com a finalidade de incentivar a prática esportiva nessas regiões.

Ginga Social Salvador

Em seis anos de atividades, o Ginga Social atingiu sete cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e Embu das Artes (SP). Ao todo, os projetos executados atingiram os seguintes resultados:

  • 4.676 atendimentos a crianças, adolescentes e jovens em práticas esportivas;
  • 227 jovens monitores e agentes esportivos formados na metodologia Gol de Letra;
  • 200 profissionais capacitados na metodologia;
  • 13.919 atendimentos familiares;
  • 25.489 participantes nas atividades de lazer abertas à comunidade.

Ginga Social Embu das Artes

Em 2017, após a temporada de grandes eventos esportivos, o Ginga Social conclui seu ciclo de trabalhos, deixando um impacto real em todos as comunidades por onde passou. No mês de abril, os dois últimos projetos em execução, um em Brasília e o outro em Embu das Artes, foram finalizados, cumprindo assim o período de atuação do Ginga Social.

Parte fundamental no processo de construção coletiva e empenho para o sucesso do projeto, as organizações sociais participantes foram:

Belo Horizonte/MG: Associação Comunitária do Bairro da Felicidade – ABAFE
Brasília/DF: Centro Social Formar- CSF
Embu das Artes/SP: Associação Internacional de Interesse à Humanidade – AIIH
Porto Alegre/RS: Associação Cristã de Moços – ACM
Rio de Janeiro/RJ: Instituto Marques de Salamanca – IMDS
Salvador/BA: Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia
São Paulo/SP: Casa dos Meninos I

Ginga Social Brasília

Ginga Social São Paulo

A Fundação Gol de Letra reconhece e agradece a cada uma dessas instituições pelo engajamento e comprometimento com a proposta do projeto.

A área de Disseminação atua para colocar e prática a Visão da instituição: “Desenvolver e disseminar práticas que contribuam para a transformação social”. Desse modo, a transferência de tecnologia social por meio do Ginga Social reforça esse direcionamento e evidencia o caráter de compartilhamento, cocriação e multiplicação que tem o trabalho da Fundação Gol de Letra.

Sport 4 Rio promove o plantio de 80 mudas no Dia Mundial do Meio Ambiente

Uma parceria entre quatro ONGs esportivas do Rio, o projeto foi iniciado em fevereiro e terminará com ação sustentável no Parque Estadual da Pedra Branca.

No dia 5 de junho, segunda-feira, o Parque Estadual da Pedra Branca será o cenário da atividade final do projeto Sport 4 Rio, iniciativa do Instituto Bola Pra Frente, Fundação Gol de Letra, Instituto Reação e Luta pela Paz, que reúne jovens de comunidades do Rio de Janeiro para refletir e botar a mão-na-massa em busca do desenvolvimento sustentável. Ao todo, 160 alunos se reunirão para plantar 80 mudas nativas da Mata Atlântica, doadas pelo horto estadual de Guaratiba, em parceira com a gerência de Educação Ambiental (Geam/ INEA) junto com o Parque Estadual da Pedra Branca.

Desde fevereiro, o projeto já promoveu cinco encontros com 40 jovens entre 12 e 14 anos, divididos igualmente por gênero e por ONG. O objetivo da ação é promover uma mudança comportamental positiva nas comunidades, utilizando como base sete dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030: Educação de Qualidade(4)Equidade de Gênero(5)Redução das Desigualdades(10)Consumo e Produção Responsáveis (12),Parcerias e Meios de Implementação (17)Paz, Justiça e Instituições Eficazes (16), bem como Vida Terrestre (15).
Sport 4 Rio, que realizou sua abertura com uma visita guiada pelo Museu do Amanhã e reunião no Museu de Arte do Rio, agora encerra seu trabalho deixando um legado ambiental e social para o Rio de Janeiro. O encontro final irá englobar uma oficina sobre a história e constituição do Parque, visita ao museu do local, trilha do mel e plantio de mudas.
Mais sobre a parceria
Com o apoio da Fundação Laureus, financiadora em comum das quatro organizações, o Sport 4 Rio foi idealizado em outubro de 2016 no Summit Laureus Sport for Good, na Alemanha – evento bienal com o intuito de oferecer treinamentos e suporte aos líderes de instituições parceiras da Fundação ao redor do mundo, além de promover a integração dos participantes, a potencialização de projetos já existentes e a criação de novos meios de usar o esporte para mudar o mundo.
 
Essa não é a primeira vez que o Instituto Bola Pra Frente, Fundação Gol de Letra, Instituto Reação e Luta pela Paz trabalham juntos. As quatro organizações também integram a Rede Esporte Pela Mudança Social – REMS, que reúne 81 instituições que acreditam no esporte como fator de desenvolvimento humano, buscando trazer visibilidade ao trabalho das instituições, demonstrando o impacto social e o poder transformador do esporte, que inspira pessoas, organizações e governos para promoção de saúde, desenvolvimento humano, ética e cidadania.
Mais informações
 
Para saber mais sobre o projeto entre em contato através do e-mail sport4rio@gmail.com .
 
Quer conhecer as organizações envolvidas?
Instituto Bola Pra Frente –  http://bolaprafrente.org.br/
Fundação Gol de Letra – http://goldeletra.org.br/
Instituto Reação – http://www.institutoreacao.org.br/

1° Encontro com Escritores do ano faz sucesso na comunidade do Caju

A escritora Raquel Soutto, autora do livro “Os cachos de Lala”, foi a convidada desta edição do evento

A Biblioteca Comunitária Carlos Gosh recebeu no mês de maio o primeiro Encontro com Escritores do ano de 2017. O evento acontece na sede da Fundação Gol de Letra, no bairro do Caju, Rio de Janeiro, e tem como intuito desenvolver ações sociais de incentivo à leitura, valorização cultural e democratização da informação.

A programação contou com atividades variadas como contação de histórias, apresentação dos livros, bate-papo com a autora Raquel Soutto e muita animação entre crianças e jovens que participaram desse momento.

A convidada dessa edição do Encontro com Escritores foi a escritora Raquel Soutto, autora do livro “Os cachos de Lala”, obra que conta um pouco de sua história pessoal e descreve quem é a personagem Lala. Para tornar o encontro mais dinâmico, jovens integrantes do projeto de audiovisual Cajutube,fizeram uma leitura dramatizada do livro, encantando ainda mais as crianças e adolescentes presentes.

Raquel descreveu como foi participar desse momento “Foi muito importante para mim, não só para me colocar no papel de quem produz histórias, mas para me reconhecer nele. Eu escrevo desde criança histórias e poesias, mas nunca me senti escritora de fato. No Encontro com Escritores pude mostrar para as crianças algo que é muito valioso para mim. A minha escrita vem carregada de quem eu sou e compartilhar com eles a história que escrevi é compartilhar um pouco de mim. Foi uma experiência única.”

Larissa Rodrigues, de 12 anos, já descobriu o prazer da leitura: “Eu gostei muito do Encontro com Escritores pois foi a primeira vez que encontrei uma escritora na minha frente. Gosto de ler várias histórias e ter a oportunidade de conhecer um autor é bem interessante, saber que ele está pertinho de nós e nos livros também.”

Ao final do encontro a autora sorteou alguns livros para os educandos e autografou todos exemplares. A educadora da Biblioteca, Elisiane Vieira, fala sobre a dimensão dessa atividade: “Acredito que o contato dos nossos usuários com autores pode criar ou consolidar o gosto pela leitura. ”

Para saber mais informações sobre o que acontece na Biblioteca Comunitária do Caju é só curtir nossa página no facebook/fundacaogoldeletra e ficar por dentro das novidades!

O Encontro com Escritores é uma atividade do Programa Dois Toques, financiado pela Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal, com apoio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE e outros.

Gol de Letra participa de evento sobre novas regras do Programa Nota Fiscal Paulista

Organizações Sociais se unem para tentar reverter decisão do governo paulista em modificar regras de doação de cupons fiscais

Mudanças nas regras do Programa Nota Fiscal Paulista (lei nº 12.685), anunciadas no início de 2017 pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, preocuparam as organizações sociais do Estado que se beneficiam desses créditos desde 2007 para manter programas e projetos voltados à população.

O programa possibilita que cupons fiscais de estabelecimentos comerciais sem o CPF do consumidor sejam destinados a ONGs. Essas se responsabilizam pela retirada dos cupons doados e pelo cadastro dos dados no sistema da Secretaria, para que, assim, possam receber os créditos como doação. Um recurso importante para a continuidade de muitos projetos sociais mantidos por mais de 4 mil organizações beneficiadas em todo o Estado.

Com as mudanças propostas pelo governo, as entidades não poderão mais receber doações físicas de cupons fiscais, uma vez que não será mais permitido às ONGs colocarem urnas nos estabelecimentos comerciais para o recebimento de notas. A partir de setembro deste ano, as organizações só poderão receber doação de notas que os próprios consumidores doarem via “app Nota Fiscal Paulista” — aplicativo criado pelo governo, ou pelo site da Secretaria da Fazenda de São Paulo: ou seja, as ONGs só poderão receber doações provenientes de pessoas cadastradas e logadas no sistema com o seu CPF.

De acordo com o Movimento de Apoio a Cidadania Fiscal (MACF), grupo que reúne as ONGs que recebem as doações, “impedir o consumidor de doar a nota no próprio estabelecimento comercial ou diretamente às ONGs, vai inviabilizar o próprio Programa Nota Fiscal Paulista”, afirma o coordenador, João Paulo Vergueiro, também diretor executivo da ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos.

As mudanças propostas pelo governo dificultarão as doações de notas fiscais, provocando um impacto negativo no trabalho desenvolvido pelas ONGs. Por esse motivo, no dia 11 de abril foi realizado um evento na sede da APAE, na capital paulista, com o intuito de sensibilizar o governo a continuar permitindo a doação física das notas.

Organizações expuseram as urnas que utilizam para recolher cupons fiscais no estabelecimentos, prática que será proibida pelo governo

Na ocasião, em que esteve presente Carlos Ruggeri, Coordenador do Programa Nota Fiscal Paulista,  foi apresentado o Balanço Social do Programa Nota Fiscal Paulista. O levantamento foi realizado com 80 ONGs e revela que: 86% das organizações sociais contam com urnas e parcerias com estabelecimentos comerciais que recebem as notas fiscais; 75% das entidades recebem doações de notas fiscais em suas próprias sedes ou unidades e somente 27% recebem doação de nota via aplicativo.

Ainda segundo os dados apresentados pelo Movimento durante o encontro, as organizações conseguiram atender mais de 164 mil beneficiários com os recursos da Nota Fiscal Paulista em 2016.

O diretor geral da Fundação Gol de Letra, Sóstenes Brasileiro de Oliveira, acompanhou o evento e foi responsável pela leitura do Termo de Conduta Ética e Comportamento, documento de autorregulação das próprias organizações que reforça o compromisso e a transparência com os procedimentos do Programa e o bom uso dos recursos.

A cultura da doação ainda não é forte no Brasil. Sabemos que para estimular esse hábito é preciso que o ato de doar seja fácil. Essa possibilidade de doar cupons fiscais diretamente nas urnas e sem o CPF é algo muito simples e de grande importância para o dia a dia das ONGs.

Com a proibição da doação física de cupons fiscais como é feita hoje, as instituições precisarão estimular cada pessoa a doar as suas notas sem CPF via aplicativo ou site. Outro ponto de atenção é que muitas pessoas não possuem habilidade com a tecnologia, ou mesmo celulares modernos, e esta nova forma de doar deixa muitos potenciais doadores de fora.

Por isso, foi criada a campanha “Deixa eu doar minha nota fiscal livremente!”, a fim de tentar reverter as mudanças anunciadas pelo governo. É essencial a mobilização e conscientização da sociedade civil e governantes sobre a importância da manutenção do Programa. Você pode participar, assinando a petição online em apoio às ONGs: Clique aqui!

Sobre o MACF: www.impactometro.com.br/Facebook: www.facebook.com/macf2015

*Com informações da Barbosa Lima Editores, assessoria de imprensa do evento de lançamento do Balanço Social do Programa Nota Fiscal Paulista.

Intercâmbio França-Brasil completa 15 anos com mais de 280 jovens beneficiados

Jovens da Gol de Letra e da organização francesa Sport dans la Ville têm a oportunidade de conhecer outro país, outra cultura e fazer novas amizades

Um dos projetos mais antigos da Fundação Gol de Letra, o intercâmbio que traz jovens franceses para o Brasil e leva jovens brasileiros à França, começou no ano de 2012 em parceria com a organização francesa Sport dans la Ville, sediada em Lyon. Assim como a Gol de Letra, a organização também atua com o esporte para inclusão social de meninos e meninas e tem projetos voltados à empregabilidade de jovens.

Nesses 15 anos foram 285 jovens que viajaram, a maioria pela primeira vez, para conhecer outro país e entrar em contato com cultura e costumes muito diferentes, além de trocar experiências, ampliar o repertório cultural e a visão de mundo, trabalhar o senso de responsabilidade e autonomia e, é claro, fazer muitas amizades. O propósito é justamente esse: colocar adolescentes e jovens em contato com uma realidade que pode ser muito diferente daquela a que estão acostumados, mas também na qual podem encontrar muitas semelhanças. Ou seja, fazer com que eles se reconheçam e se respeitem nas diferenças e nas similaridades.

Em 2017, a vinda dos franceses para o Brasil aconteceu de 17 a 29 de abril e incluiu uma extensa programação pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, além de um acampamento de três dias em São Lourenço da Serra (SP).

São Paulo
Na capital paulista eles visitaram o bairro da Vila Albertina, onde a Fundação está localizada, realizaram atividades de integração com crianças, adolescentes e agentes sociais; fizeram futsal, capoeira e ginástica; conheceram uma das escolas parceiras da Gol de Letra; participaram das oficinas de Sexualidade, Audiovisual e Dança. Também passearam pela Avenida Paulista, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade, visitaram o Museu do Futebol e foram a um shopping jantar com a turma do Programa de Jovens.

Uma das atividades mais esperadas da programação foi o passeio ciclístico que saiu do Pacaembu em direção ao Morumbi, passando pelo bairro da Vila Madalena. Lá eles puderam conhecer o Beco do Batman, espécie de galeria de arte urbana com muitos graffitis. Raí acompanhou o passeio com os jovens e apresentou as belezas e dificuldades da metrópole. O tour acabou com uma visita guiada pelo estádio do Morumbi, com direito a conhecer a Sala de Troféus, vestiário oficial do São Paulo Futebol Clube e entrar em campo pelo famoso túnel por onde sobem os jogadores profissionais.
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Assista ao vídeo de apresentação que os jovens fizeram ainda na França, no qual contam o que os faz lembrar o Brasil: clique aqui.

Rio de Janeiro
O grupo, composto por 14 jovens e 3 educadores, chegou ao Rio de Janeiro já ambientado com o clima e o jeito amistoso dos brasileiros, e com uma expectativa grande para conhecer as famosas paisagens cariocas.

Na sede da Fundação, no bairro do Caju, eles conheceram as novas instalações, conversaram com adolescentes, fizeram esportes de quadra e circuito de skate, participaram das oficinas de letramento e tênis de mesa. E como não poderia faltar, a parte turística da viagem foi dedicada às visitas ao Corcovado, ao MAR (Museu de Arte do Rio) e Museu do Amanhã, praia do Arpoador, feira noturna de Copacabana, estádio de São Januário e trilha pela Urca.

Os franceses também foram recebidos para uma manhã de atividades de integração no Instituto Bola pra Frente, em Guadalupe, onde jogaram e se divertiram com crianças e adolescentes que fazem parte dos projetos.
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Foram dias intensos, cheios de novidades e informações, conhecendo pessoas e lugares. Certamente uma experiência única, de muito aprendizado e transformação, que ficará marcada na história de vida desses meninos e meninas. Lembranças de amizade e convivência que têm um significado especial para crianças, adolescentes, jovens e colaboradores que conheceram os intercambistas. Foi um prazer recebê-los!

Au revoir!!

Oficina aborda questões ligadas à mulher na Vila Albertina (SP)

Atividade fez parte do Projeto Sexualidade em Ação, que trabalha as questões de gênero, diversidade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos

“Ser Mulher hoje: desafios e urgências”, esse foi o tema de uma oficina composta por três encontros realizados na comunidade da Vila Albertina (SP) durante o mês de abril.
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Gabriela Moura, que é relações públicas, integrante do Coletivo Não Me Kahlo e co-autora do livro “Meu Amigo Secreto: feminismo além das redes” (Edições de Janeiro), conduziu as atividades com um grupo formado por agentes sociais da Fundação, colaboradorxs e moradoras do bairro. Todxs foram convidadas a debater e refletir sobre questões importantes que ainda precisam ser superadas no âmbito da luta pela igualdade de gênero.

Estereótipos da mulher na sociedade e na mídia; cultura do machismo; relacionamentos abusivos; educação dos filhos; violência doméstica; Lei Maria da Penha – legislação e prática; e empoderamento feminino foram alguns dos temas que permearam as discussões.

O ambiente aberto dos encontros favoreceu para que cada uma das mulheres se identificasse com situações vividas umas pelas outras e criou um clima muito favorável ao debate sobre o que é preciso fazer na prática para modificar comportamentos, ideias, conceitos e julgamentos, mesmo que pouco a pouco.

A agente social Maria das Dores da Silva, 30 anos, falou sobre a experiência de ter participado da atividade: “Sou mãe e esposa, e desde que eu entrei aqui na Fundação expandi muito a minha mente. Aprendi muita coisa e o que eu quero daqui pra frente é me tornar uma multiplicadora, transmitir para outros tudo o que eu aprendo aqui”.
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A exibição do documentário “Violência contra a mulher: um sentimento único” provocou incômodo, revolta, repulsa e impotência frente à uma realidade tão presente no cotidiano de mulheres de todas as classes sociais. Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) apontam que a violência contra a mulher cresceu 60% nos últimos 10 anos. E esse é apenas um dos dados alarmantes de nossa sociedade.

Diante de tantas urgências, Gabriela Moura deixou uma palavra de estímulo para que cada um(a) identifique situações de machismo e violência contra a mulher e não deixe de lutar: “A experiência foi incrível. Esse é o tipo de atividade que eu e as meninas do meu coletivo sempre nos empenhamos para tentar ajudar, porque a gente acredita que isso traz resultado efetivo. Sempre vemos o feminismo sendo colocado na mídia como uma coisa bonita e legal, e não é exatamente assim. É uma luta de dores. Estar aqui hoje foi ver mulheres iguais a mim, eu me reconheci muito nelas e nas histórias. Realmente eu espero que possa ajudá-las a levar isso para fora, conversar com amigas, vizinhas, filhas, mães, irmãs, com seus companheiros… O meu objetivo é dar para essas mulheres força para que elas possam falar para mais pessoas e oferecer caminhos que um dia foram oferecidos a mim. Estou aqui como uma multiplicadora formando multiplicadoras, é uma ramificação que precisa se expandir. Não existe sonho utópico, existe luta muito árdua”.
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A responsável pelo projeto Sexualidade em Ação, Cristiane Mariano Narciso, avaliou o encontro como muito positivo: “Que a empatia com que cada uma falou aqui e se sentiu fortalecida e acolhida por esse grupo possa servir de alerta para que essas experiências não se repitam e nos fortaleça a cada dia.”

O Projeto Sexualidade em Ação é realizado na Vila Albertina e oferece oficinas para adolescentes e jovens que participam dos projetos da Gol de Letra, alunos e educadores de escolas públicas da região.

Mês da Mulher na Fundação Gol de Letra SP

 

Atividades com a temática da igualdade de gênero marcaram o mês de março na Vila Albertina

Lembrado internacionalmente como o mês de fortalecer e ratificar os direitos das mulheres, o mês de março foi marcado por diversas atividades na Fundação Gol de Letra.

Em São Paulo, a programação incluiu a exibição de documentários sobre questões relacionadas à mulher, oficinas, eventos abertos à comunidade e, ao longo de todo o mês, crianças e adolescentes debateram sobre a importância da igualdade de gênero durante as rodas de conversa que são realizadas diariamente. “Na atividade de Judô, por exemplo, fizemos uma roda de conversa na qual meninos e meninas discutiram uma reportagem sobre a evolução do judô feminino brasileiro e a trajetória da medalhista olímpica Rafaela Silva”, conta o educador Rafael de Menezes.

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Realizado no dia 23 de março, o evento “Empoderamento Feminino” reuniu moradores da comunidade na Escola Estadual Vila Albertina para uma noite de teatro, dança, cine debate e roda de capoeira.

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Em formato de circuito, a primeira atividade foi a exibição de um trecho do documentário “Mulheres brasileiras: do ícone midiático à realidade”, que evidencia a falta de representatividade feminina na mídia. Em seguida, a turma de Teatro do Programa de Jovens apresentou uma releitura da obra “Alma”, de Monteiro Lobato, abordando a autoafirmação da mulher negra na cultura brasileira. Já a turma da oficina Dança fez uma performance mostrando os impactos dessa arte como meio de empoderamento feminino. Todxs xs presentes também foram convidados a participar de um jogo de perguntas e respostas, no qual os estereótipos de gênero foram colocados à prova. O evento foi encerrado com uma grande roda de capoeira com meninas e meninos, mulheres e homens jogando juntos.

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E no dia 25 de março a Caminhada da Mulher percorreu as ruas do bairro em um percurso de 4 km. Todxs xs participantes receberam apitos, iniciativa que faz parte de uma campanha para conscientizar e chamar a atenção para a violência contra a mulher. Ao final do trajeto, as participantes se reuniram para um momento muito especial: uma sessão de fotos com o tema “Mulheres que me inspiram”. Assim, elas representaram mulheres que admiram como Serena Williams (tenista), Simone Biles (ginasta), Marta (jogadora de futebol), Mulher Maravilha (personagem), Malala (Prêmio Nobel da Paz), Coco Chanel (estilista), entre outras.

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O fato é que na Fundação Gol de Letra o tema da igualdade não está restrito apenas ao mês de março; existem ações e projetos específicos para trabalhar a questão da desigualdade de gênero. Essa preocupação está presente todos os dias: nas atividades esportivas as turmas são sempre mistas; meninas são incentivadas a jogar de igual para igual com os meninos; novas dinâmicas de jogos são construídas em conjunto para estimular a presença e a atuação feminina nas atividades, entre outras estratégias.

Mais que isso, desde 2013 a Gol de Letra desenvolve um trabalho de educação sobre Diversidade e Gênero com adolescentes e jovens a partir dos 10 anos. O projeto “Sexualidade em Ação” realiza oficinas com educandos da Fundação, alunos e professores de escolas públicas da região da Vila Albertina, que trazem à tona assuntos relacionados ao tema, além de orientações sobre saúde e sexualidade. As oficinas são realizadas de forma lúdica e abordando situações cotidianas vivenciadas pelos adolescentes e jovens.

No projeto Formação de Agentes Sociais, um grupo de 10 mulheres, todas moradoras da comunidade, recebe uma capacitação de dois anos sobre temas variados, tais como Cidadania e Garantia de Direitos, Gênero e Diversidade, Combate à Violência Doméstica, Sexualidade e Vida Reprodutiva, Inclusão Digital, Mediação de Conflitos e Convivência Democrática, Desenvolvimento Comunitário, entre outros. Trata-se de uma oportunidade de empoderamento e de fortalecer novas referências para o papel da mulher na dinâmica da família e um novo lugar para “ser mulher” na comunidade.

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O projeto Gol pela Igualdade é outra frente de atuação da Gol de Letra quando se refere à questão de gênero. Por meio dele, o futebol é utilizado para fomentar o diálogo sobre o tema e ampliar a participação de meninas nas atividades esportivas. Assim, contribui para o desenvolvimento da autoestima e de liderança das meninas, desconstruindo estereótipos. A iniciativa é realizada com o apoio do programa Cityzens Giving, do clube inglês Manchester City.

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Assim, a Fundação Gol de Letra compartilha boas práticas em favor da equidade de gênero, pois acredita que somente através do debate aberto, da educação e conscientização de nossas crianças e adolescentes, e da desconstrução de padrões estereotipados é que será possível reduzir as desigualdades.

Primeiro Gol de Cidadania do ano no bairro do Caju (RJ)

Evento promove assistência jurídica e de saúde, além de atividades esportivas para moradores do complexo do Caju, no Rio de Janeiro

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No dia 8 de abril, sábado, a Fundação Gol de Letra realizou no Caju, RJ, mais uma edição do Gol de Cidadania, evento que oferece à comunidade assistência jurídica e de saúde, palestras de conscientização e atividades esportivas, além de oficinas com temas variados voltados para o desenvolvimento da comunidade.

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O Gol de Cidadania é uma atividade do Programa Dois Toques voltada ao público adulto, mas também atende crianças e adolescentes. Nesta edição, oficinas esportivas e culturais entreteram os pequenos enquanto os pais e outros moradores utilizaram serviços da defensoria pública, assistência social, saúde e de conscientização.

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A novidade nesta edição ficou por conta das Oficina de Beleza e de Turbantes, criadas em parceria com o Instituto Embelleze e com o Furnas Educa, respectivamente. Homens e mulheres, crianças e adultos mudaram o visual com a ajuda de uma equipe voluntária do Centro de Treinamento Embelleze e muitas mulheres puderam entender um pouco mais sobre a cultura africana durante o processo de produção de lindos turbantes.

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Outros destaques foram as oficinas de Direitos Humanos e de Gênero e Identidade. Ambas chamaram a atenção dos participantes  para questões atuais e ajudaram a esclarecer os presentes sobre direitos civis e políticos.

Entre as atividades jurídicas e de saúde, estavam a regularização de documentação civil, processos sobre pensão alimentícia, medição de pressão e glicose e encaminhamento médico com atestado. Já o atendimento social resolveu questões referentes ao Cadastro Único e de adesão ao Bolsa Família, com atendentes especializados do Centro de Referência em Assistência Social 15 de Maio.

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Os que queriam se exercitar puderam fazê-lo no Treino Funcional ou na Aula de Dança, com ritmos nacionais e internacionais. As crianças ainda tiveram a oportunidade de participar de uma Oficina de Bicicletas, promovida pela Decathlon, na qual aprenderam a fazer pequenos consertos e entenderam melhor os mecanismos do veículo preferido da garotada. Os mais interessados por ciências e meio ambiente tiveram uma atividade dinâmica sobre eficiência energética, parte do repertório do Furnas Educa. Os interessados  pelas artes dramáticas e interpretação participaram de uma oficina super bacana de teatro com a educadora Raquel Souto, da Fundação Gol de Letra.

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Para Júlio Moita, Analista Social da Gol de Letra e organizador da ação, “O Gol de Cidadania é um evento muito importante para a comunidade porque dá acesso a diversos serviços que, infelizmente, a infraestrutura pública não consegue atender devido à grande demanda de alguns deles, como, por exemplo, a defensoria pública”. Júlio ainda aproveita para destacar a relevância deste tipo de atividade para os adultos da comunidade, já que a Fundação atende, majoritariamente, o público infantil e jovem.

Confira todas as atividades que foram oferecidas:

  • Caminhada Esportiva
  • Aula de Dança
  • Oficina de Teatro
  • Oficina de Direitos Humanos
  • Atendimento Jurídico com a Defensoria Pública (Guarda, Pensão Alimentícia e Regularização de Documentação Civil)
  • Atendimento Social junto ao CRAS (Cadastro Único e Bolsa Família)
  • Atendimento de Saúde (Atestado Médico, Medição de Pressão e Glicose)
  • Oficina de Beleza (Embelleze – Corte, Escova e Oficina de Maquiagem)
  • Inscrição para empregabilidade
  • Atividade de Gênero e Identidade
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O Gol de Cidadania existe desde 2006 e é uma ação da Fundação Gol de Letra em parceria com outras instituições para promover inclusão social e desenvolvimento cívico. Este ano o evento beneficiou mais de 150 pessoas.

Parceiros 2017: Centro de Referência de Assistência Social 15 de Maio, Centro Municipal de Saúde Fernando Braga Lopes, Instituto Embelezze, Projeto Furnas Educa, Yes! Curso de Idiomas, ManPower e Rotary Club São Cristovão, Instituto Decathlon e Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Lançamento do Gol de Letrinhas 9 – O meu Lugar no Mundo

Com um evento focado no lançamento do livro, diferente de outros anos, o acontecimento foi um sucesso entre crianças, jovens e a comunidade do Caju 

No dia 11 de março, sábado, aconteceu na sede da Fundação Gol de Letra no Rio de Janeiro o lançamento do livro Gol de Letrinhas 9, publicação anual que reúne as produções de crianças e adolescentes que participam da oficina de letramento, no Programa Dois Toques.

A 9° edição do livro teve como tema “O meu lugar no mundo” e foi idealizada de forma especial. Uma comissão de educandos participou ativamente de toda preparação e escolha do conteúdo, a fim de criar um exemplar com um formato diferenciado e interativo. Essas mudanças o tornaram único, porém mais trabalhoso em toda sua produção. Logo, o seu lançamento merecia algo diferente das outras edições: um evento voltado somente para ele e com total enfoque na arte literária, dando assim mais importância aos seus autores e ilustradores.

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Os educandos do Programa Dois Toques chegam às oficinas de letramento, em sua maioria, com pouco gosto pela leitura e escrita. Ao longo do ano, participando das atividades, essas tarefas começam a fazer parte do cotidiano de forma lúdica e divertida, e são as produções e resultados dessas oficinas que compõem o livro Gol de Letrinhas.

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Durante o evento crianças e adolescentes do bairro do Caju participaram de diversas atividades e apresentações voltadas ao trabalho realizado ao longo do ano e, nesta edição, também puderam contar com a participação inédita e especial do escritor e ilustrador de literatura infanto-juvenil Júlio Emílio Braz e do atleta paralímpico Clodoaldo Silva, mais conhecido como tubarão paralímpico.

Além do bate-papo entre os educandos e convidados, o evento contou com um vídeo sobre o processo de produção do Gol de Letrinhas 9, realizado e editado pelo Cajutube (turma que participa de uma oficina de audiovisual); apresentação musical da Banda da Floresta, composta por educandos e monitores da Fundação; adaptação da peça Romeu e Julieta; e muita dança e diversão.

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O momento mais esperado aconteceu quando todos foram convidados para a tarde de autógrafos na Biblioteca Comunitária Carlos Ghosn e, assim, puderam receber seus amigos, educadores e familiares. A emoção e alegria tomou conta de todos, como conta Thais Eufrásio da Silva, mãe de Lara Eufrásia Araújo: “Eu acho a leitura muito importante pra criança, até pro desenvolvimento. As crianças de hoje não têm muito o hábito da leitura, porque isso não é passado dos pais pros filhos, porém esse evento é o diferencial, ele nos mostra o quanto é importante esse momento para os nossos filhos. Adorei participar e ter esse tempo a mais.”

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O lançamento anual do Gol de Letrinhas é um marco importante para os educandos pois materializa o sucesso alcançado por eles na jornada literária. Nesse momento eles deixam de ser somente educandos da oficina de letramento e passam a ser autores e ilustradores da obra.

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Confira AQUI a versão em PDF do livro e embarque na leitura com nossas crianças e jovens!