por Sóstenes Brasileiro de Oliveira
Nas fortes e lindas mensagens que minha família vem recebendo desde o falecimento do Sócrates, muitas vieram com homenagens ao cidadão, tanto quanto ao atleta mundialmente reconhecido que ele foi.
Uma dúvida que muitas vezes acompanhava essas mensagens é sobre o papel que ele por ventura teria desempenhado na Gol de Letra.
O Sócrates gostava de dizer que o irmão que nasceu pra construir foi o Raí e por isso ele liderava a Gol de Letra e que ele, Sócrates, era o cara da utopia política, da utopia social, o cara da crítica ao sistema político que excluía as pessoas mais humildes, e que eles dois se completavam.
Chegamos algumas vezes a discutir como melhor aproveitar a força da imagem e das ideias dele dentro da linha de atuação da Fundação, mas esses projetos, infelizmente, nunca saíram do papel.
Talvez não chegasse a ser o que imaginávamos, mas com certeza trazê-lo mais pra perto de nós iria deixar tudo muito mais intenso e caótico.
Essa era a essência dele, um cara intenso e que tinha atingido um nível de idealismo que superou até o que nós – irmãos e apaixonados por ele – conseguíamos acompanhar. Hoje eu só sei dizer que sinto uma imensa saudade desse louco, feliz e amado irmão.

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