por Sóstenes Brasileiro de Oliveira

Nas fortes e lindas mensagens que minha família vem recebendo desde o falecimento do Sócrates, muitas vieram com homenagens ao cidadão, tanto quanto ao atleta mundialmente reconhecido que ele foi.

Uma dúvida que muitas vezes acompanhava essas mensagens é sobre o papel que ele por ventura teria desempenhado na Gol de Letra.

O Sócrates gostava de dizer que o irmão que nasceu pra construir foi o Raí e por isso ele liderava a Gol de Letra e que ele, Sócrates, era o cara da utopia política, da utopia social, o cara da crítica ao sistema político que excluía as pessoas mais humildes, e que eles dois se completavam.

Chegamos algumas vezes a discutir como melhor aproveitar a força da imagem e das ideias dele dentro da linha de atuação da Fundação, mas esses projetos, infelizmente, nunca saíram do papel.

Talvez não chegasse a ser o que imaginávamos, mas com certeza trazê-lo mais pra perto de nós iria deixar tudo muito mais intenso e caótico.

Essa era a essência dele, um cara intenso e que tinha atingido um nível de idealismo que superou até o que nós – irmãos e apaixonados por ele – conseguíamos acompanhar. Hoje eu só sei dizer que sinto uma imensa saudade desse louco, feliz e amado irmão.

9 comentários


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Meu bom Sóstenes,

A cada linha do seu texto, uma nítida demonstração de razão e sensibilidade. A impressão que dá é que o Magrão ficará tal qual um dos títulos da filmografia do velho e bom Win Wenders – “tão longe , tão perto”. Ele estará por aí, seguramente. E você estará aqui conosco, por enquanto, até ser recepcionado por ele, um dia, em algum lugar. Seguramente. Abraço sempre fraterno.

9 de dezembro de 2011 17:25

Com todo respeito e que Deus o tenha, o que se pode concluir é que, enquanto Sócrates só falava e fazia proselitismo político, Raí ia além e fazia. E faz. E fará. Ainda que calado.

9 de dezembro de 2011 17:32

Eterno Sócrates, Eterno Doutor do Futebol…

9 de dezembro de 2011 17:43

Sóstenes, muito lindo o que escreveu. Pelo visto coração “cheio de amor” é de família mesmo. Mais uma vez chorei, me emocionei. Sei o que é amar um irmão maravilhoso. Abraço, Deus abençoe a família maravilhosa do Sr. Raimundo e D. Guiomar. Amo vocês todos.

9 de dezembro de 2011 17:54

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira

A MEMORIA DE UM CRAQUE

Era ainda menino, na década de 70, quando tomei conhecimento de quem era o craque da camisa 8(oito) do time do Botafogo/Rib. Preto. O meu primo exibia na Cidade de Ribeirão Preto aquela camisa tricolor com ar de quem segurava um prêmio, e o que me intrigava era saber quem era aquele predestinado e quanto as suas cores , a nos constranger como corintiano , pela proximidade das cores , de assemelhar ao time rival da Capital , mas a incógnita continuava quem seria aquele novo craque, que era tão reverenciado pela rapidez da inteligência e que usava dos atalhos do seu corpo, na força de seus calcanhares para proporcionar a eficiência de uma jogada e na conquista de um gol, objetivo maior de um time! Ainda assim a dúvida pairava, porém o novo contratado, veio para Capital, sob a astúcia de outro fanático corintiano Vicente Mateus , num drible não menos respeitável, provindo da experiência de um homem bom e simples passou pra trás o rival e trouxe para o Timão o seu futebol , visto no Brasil, e exportado a sua autoria para todo mundo, numa mera obra, do sábio da bola , na verdade ele era nosso, da raça , da vitória, da expressão , completo ou não ,um legitimo corintiano. Ele nos enchia os olhos pela simplicidade e decência , observava e dava atenção aos que estavam ao seu lado, sentia-se em casa, cujo status resumia em ser craque , fazendo da sua simplicidade a consciência que extrapolava o limite da bola e tocava na profundidade de questões sociais, cuja bandeira fazia envergonhar o mais presunçoso político, porque fazia de sua profissão esportiva a paz e a certeza da vitória dentro do campo porque até o descrente passava a rezar ante os milagres das jogadas nas quatro linhas, fazendo da bola o instrumento imprescindível aos seus pés , pois valorizava como um diamante lapidando a cada jogada, embelezada pela inteligência o passe, a falta, o toque sutil e sobretudo o uso dos atalhos para uma jogada genial até o Gol!!! A bola sob seus pés era uma parceira perfeita, e a sua serenidade dava um requinte de Doutor ao seu jeito simples de trabalhar a bola , nascia com seus companheiros de jornada, um novo rumo, o triunfo das conquistas que presenciei com inúmeros títulos de uma nação corintiana carente de um Líder e vi na minha geração o Dr Sócrates, ou meramente o Magrão , bom, autentico e espirituoso , cuja sua presença era perceptível pela distinção de seu caráter expressão de um artista que o promovia do futebol , que tem como responsável é esta tradição do DNA, de sua família, repleta de talentos. Sócrates, quem viu , não o esquecerá jamais e terá na memória a magia de ver desconsertar num pensamento a possibilidade de uma jogada e o Gol genial. Dele posso falar porque inicialmente ouvi pelo primo João ,Botafoguense roxo e vi e convivi no Conrinthians , agradeço a Deus, por testemunhar tudo isso, o que é ser craque, pois num mudo que os valores na arte da bola são distorcidos , posso dizer :- Obrigado Sócrates. (Flávio Aronson Pimentel)

9 de dezembro de 2011 18:52

Que a luz bendita ampare a tdos fiquem com Deus.

9 de dezembro de 2011 19:22

Sócrates era inteligênte de dar inveja!!! Acho que não temos como medir sua contribuição para nosso país.

9 de dezembro de 2011 19:34

SO TENHO A DIZER. QUE INDEPENDENTE.. DO QUE O SOCRATES TENHA REALIZADO OU NÃO..OU O QUE AS PESSOAS GOSTARIAM QUE ELE REALIZASE ..SUA AUTENTICIDADE ERA UNICA,TIVE O PRIVILEGIO DE ENCONTRALO ALGUMAS VEZES,,..
PARA MIM UMA PARTE DESTA MUSICA RESUMI O NOSSO QUERIDO..PROFISSIONAL ,IRMÃO ,AMIGO ..E SER HUMANO..O RESTO É RESTO.

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal……

MAIS LOUCO É QUEM ME DIZ …QUE NÃO É FELIZ (EU SOUUU FELIZ)

10 de dezembro de 2011 9:08

Estivemos perto dele nos últimos momentos de sua vida e tivemos a oportunidade de conhecer esta figura ímpar e maravilhosa que nos deixa.
A família nossa solidariedade, a Ele nossas eternas saudades.
Ab
Débora

18 de dezembro de 2011 0:22

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