20 abr
2012

por Cristiane Narciso, Analista Social

Ao inscrever uma criança num dos programas da Fundação Gol de Letra, pais e filhos têm seu primeiro contato com as Agentes Sociais da Fundação. É essa equipe de 12 pessoas, atualmente todas mulheres, também moradoras da Vila Albertina, quem recebe a ficha e traça as primeiras impressões sobre a família.

Em 2012, essa atuação, fundamental, do Projeto Agentes Sociais será realizada pelas agentes Ana Maria dos Santos Moura, Maria Julia da Conceição, Rejane Aparecida Santiago de Souza, Silvia Cavalheiro dos Santos, Sonia Maria da Conceição, Francisca Barbosa, Cristina Nubia, Delzuita Novaes da Paixão de Souza e Marilene Soares da Silva.

Depois da matrícula na Fundação, o trabalho delas continua, agora com o acompanhamento das crianças e a disseminação de informações, por meio de visitas periódicas aos domicílios.

Novas Agentes

Cristiane Narciso e o time de novas Agentes Sociais da Vila Albertina

Nas palavras da agente Mara, que integra o programa há dois anos, as agentes tornam-se “as pernas da Fundação Gol de Letra, levando o nosso trabalho para dentro da comunidade”. Além disso, elas ainda apoiam as ações dos Programas Virando o Jogo, Jogo Aberto, Programa de Jovens e Comunidades.

Durante os dois anos em que participam como bolsistas do projeto, as agentes recebem capacitação nas áreas de Saúde, Cidadania e Direitos, Meio Ambiente, Português, Informática, Desenvolvimento Pessoal e Mercado de Trabalho.

A formação visa o desenvolvimento de habilidades como liderança, autonomia, iniciativa e articulação social com foco na multiplicação de informações, conhecimentos e práticas. Os resultados são perceptíveis tanto na comunidade quanto nas próprias agentes.

Desde 2005, as agentes passaram a ser capacitadas na área de Adolescência e Sexualidade, trabalhando o tema junto aos jovens da Instituição por meio de oficinas e junto à comunidade com outras ações. Como resultado, as gestações entre os beneficiados diretos pelas ações (jovens e agentes) caiu de 13 em 2006 para apenas 1 (uma) em 2011.

Outro objetivo do programa é identificar e desenvolver possíveis lideranças comunitárias que contribuam com o desenvolvimento local. O impacto desse desenvolvimento é algo que as próprias agentes ressaltam. São vitórias pessoais como o retorno aos estudos, melhora na autoestima e a reinserção no mercado de trabalho.

Um exemplo é o da novata Marilene Soares da Silva, que ingressou no programa em janeiro de 2012 e conta que a nova atividade já contribui para reduzir os atritos familiares: “Discuto menos com o meu filho porque as formações que eu recebi na Fundação me ajudam a lidar também com os problemas de casa”.

Outra história é a de Cristina Nubia, agente há 2 anos e que, ao se deparar com os desafios o trabalho como agente social, conseguiu superar o medo e a timidez. “Eu aprendi a amar mais”, conta Cristina.

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