22 mai2012
por Fundação Gol de Letra
Mais de 40 jovens se reuniram no auditório da Fundação Gol de Letra da Vila Albertina no dia 10 de maio para o 1° Fórum da Juventude de 2012, cujo tema foi Expressões Individuais e os Movimentos Culturais Relacionados à Arte e aos Jovens.
Entre os convidados, estavam Gabriel di Pierro, da Ação Educativa, Israel Neto, músico e autor dos livros Literatura Suburbana e Amor Banto em Terras Brasileiras, e Thaís Ushirobira, do Grupo Soma de Música Contemporânea. Além deles, participaram André Freitas, integrante do Rubato in Gruvi e educador de Música na Gol de Letra, o grafiteiro Dingos del Barco, que é o responsável pelas oficinas de Grafite na fundação, e a educadora Fernanda Oliveira, que fez a mediação do evento.
Preconceito, arte e periferia
O preconceito contra a arte da periferia foi um dos assuntos mais mencionados durante o encontro. A discussão trouxe uma reflexão quanto à postura dos próprios jovens em relação a diferentes manifestações culturais com que têm contato e à problemática sobre o que é ou o que não é arte.
Ao longo do encontro, os jovens passaram a enxergar preconceitos que eles mesmos possuíam e que os impediam de reconhecer algumas manifestações como artísticas, muitas vezes com base apenas no gosto pessoal.

Para exemplificar os desafios do preconceito, André Freitas lembrou que quase todas as críticas hoje endereçadas ao Funk feito nas periferias já foram, no passado, direcionadas ao Samba, enquanto a dançarina Thais Ushirobira falou a respeito da aparente oposição entre sua ascendência oriental e o interesse que ela possui pelo rap.
Em relação à promoção da arte, Israel Neto comentou sobre os percalços na publicação de um livro e, junto com Gabriel di Pierro, lembrou algumas boas alternativas de fontes de recursos para os artistas das periferias.
Um problema, porém, seriam as cobranças feitas pela sociedade – e até mesmo pelos próprios artistas – de que, para ser haver uma manifestação artística, é necessário que obra possua um teor social, o que Israel discorda. “Dessa forma, a obrigação de comunicar pode acabar aprisionando a arte”, comenta.

A discussão é boa e não termina aí. Arte e juventude serão assuntos debatidos ao longo de todo o ano, segundo escolha feita pelos próprios participantes do Programa de Jovens, que definem o tema anual do programa. Fique atento às novas atividades e participe!


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