Crianças do Virando o Jogo participam de roda de conversa com ex-atletas

Esporte é a temática trabalhada em todas as atividades da Fundação Gol de Letra em 2014, com o objetivo de promover o aprendizado, a troca de experiências e o desenvolvimento de habilidades de maneira interdisciplinar.
Pensando nisso, o Programa Virando o Jogo promoveu encontros entre as crianças e ex-atletas para que eles conhecessem um pouco mais sobre algumas modalidades esportivas a partir da visão de quem já dedicou a vida ao esporte.

Cada turma do programa elegeu um esporte como tema para desenvolver ao longo do ano. A Turma Amarela escolheu o futebol e o convidado para a roda de conversa foi o ex-jogador Raí, fundador da Gol de Letra.
As crianças estudaram previamente a biografia de Raí, dentro e fora dos gramados, para poderem formular as perguntas e, na oficina de artes, criaram um painel em tecido ilustrando alguns momentos de sua carreira.
Durante a conversa Raí contou sobre como se tornou jogador de futebol, a experiência em times do exterior e os desafios da profissão.

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Os participantes também o questionaram sobre outros temas, tais como a motivação para criar a Fundação Gol de Letra, seu posicionamento em relação a questões do futebol brasileiro e sobre o fato de nunca ter jogado ao lado do irmão, Sócrates.

Já a Turma Verde optou pela natação e o bate-papo foi com a fotógrafa e ex-nadadora Ana Mesquita, que também atua como voluntária da Gol de Letra.
A entrevista foi bastante animada e Ana pode contar um pouco sobre sua experiência como nadadora e o desafio de atravessar o Canal da Mancha, entre outras grandes competições das quais participou. 20140929_Entrevista Ana Mesquita_Victor Prudencio (1)

Em 1993 ela bateu o recorde latino-americano feminino da famosa travessia entre a Inglaterra e a França, tornando-se a terceira atleta brasileira a completar o feito. Ao saberem que a maratona durou mais de 10 horas, as crianças ficaram ainda mais curiosas e não faltaram perguntas para Ana.
Ela também falou sobre seu livro, A Travessura do Canal da Mancha, no qual conta em detalhes como foi essa prova que marcou sua vida. A admiração foi tamanha que ao final da conversa a ex-nadadora teve que distribuir autógrafos para todos.

 

Luz, câmera, Feira Cultural!

Virando o Jogo encerra suas atividades de 2013 com evento para pais e comunidade

O final do ano está chegando e, como é de praxe na Gol de Letra, cada programa prepara sua festa de encerramento de atividades. Dias 26 e 27 de novembro foi a vez do Virando o Jogo, com a sua tradicional Feira Cultural, um evento em que os educandos mostram para as famílias e convidados da Fundação tudo o que desenvolveram nas diferentes linguagens.

Todos os anos, o programa trabalha em torno de um tema único, desenvolvido em todas as oficinas e, em 2013, esse tema foi Filmes e Seriados.

“Os temas são propostos pelas crianças no início do ano e, a partir daí, as oficinas desenvolvem o tema de uma maneira diferente, por meio de proposta interdisciplinar”, explica a coordenadora do programa, Patrícia Liberali. “Por exemplo: para o filme Gonzaga, eles estudaram nas oficinas de Leitura e Escrita e de Música a biografia em forma de cordel; nas atividades de Artes Plásticas, confeccionaram os chapéus de cangaceiro, produziram xilogravuras e o livro com a música Asa Branca e também conheceram e apresentaram as músicas Asa Branca e Xote das Meninas”, completa.

Assim, nesses dois dias, todas as salas e corredores da Gol de Letra estavam repletos com exposições e apresentações do tema Filme e Seriados. Entre as ações estavam:
- Encenação peça “Em busca de vingança”, escrita e dirigida pelos próprios participantes
- Apresentações de música, capoeira e dança inspiradas nos filmes Besouro, O Rei Leão, Gonzaga e Honey
- Exposições sobre a obra O Menino Maluquinho; Maurício de Souza; filme Saneamento Básico e o Livro do Ano do Virando o Jogo.
- Exibição dos vídeos “O Sonho Possível”; “Brincadeiras do Menino Maluquinho”; “Reunião com as Famílias 2013” e “Tempos de Fundação”

A escolha de dividir a feira em dois dias e no horário das 17h às 20h teve como objetivo permitir que o máximo de pais e familiares pudesse participar do evento. Essa forte relação da ONG com a família e a comunidade é um dos pontos básicos da Educação Integral e os eventos de final de ano ajudam a estreitar esses laços. Os espaços de apresentações estiveram lotadas, tal foi a quantidade de pessoas que vieram prestigiar a feira. A presença em peso foi agradecida pelo educador de música André Freitas, que ressaltou a importância dos pais participarem do processo. “As crianças se preparam para esse momento durante o ano todo. Para eles e para a gente, da Gol de Letra, é muito importante a presença de vocês, para mostrar tudo o que eles produziram e aprenderam”, diz André.

As atividades do Virando o jogo continuam até o meio de dezembro, com o projeto férias. Além disso, no dia 7 de dezembro acontecem os eventos de encerramento do Programa de Jovens e Jogo Aberto em São Paulo e Gol de Letrinhas no Rio de Janeiro. Participe!

*O Virando o Jogo acaba de receber o prêmio Itaú-Unicef de Educação Integral. O programa atende anualmente a cerca de 240 crianças, adolescentes e jovens de 7 a 14 anos da Vila Albertina, zona norte de São Paulo, com atividades de expressão oral e escrita, culturais, artísticas, corporais e esportivas. O programa é financiado pela Petrobras, Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Grupo Segurador BB e Mapfre. Você também quer fazer parte dessa história? Torne-se agora um sócio titular! As doações mensais são fundamentais para manter esse e outros projetos da Gol de Letra.

Gol de Letra, com o Virando o Jogo, é a grande vencedora do Prêmio Itaú-Unicef de Educação Integral 2013

Programa Virando o Jogo – Uma experiência da Gol de Letra com Educação Integral. Click aqui e baixe gratuitamente a publicação que detalha a forma de trabalho do vencedor do Prêmio Itaú-Unicef de 2013.

 

O programa Virando o Jogo, da Fundação Gol de Letra, recebeu nesta quinta-feira, 28 de novembro, o título de grande vencedor nacional do prêmio Itaú – Unicef de Educação Integral, o maior reconhecimentos da área. A premiação, que aconteceu no auditório do Ibirapuera, contou com a presença de uma grande comitiva da Fundação, composta por colaboradores e monitores de todos os programas.

O prêmio foi criado em 1995 pela Fundação Itaú Social e pelo Unicef, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Segundo os organizadores, o grande objetivo do prêmio é identificar, reconhecer, dar visibilidade e estimular o trabalho de ONGs que contribuem, juntamente com políticas públicas de educação e de assistência social, para a educação integral de crianças e jovens que vivem em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Nesta décima edição, foram inscritos 2713 projetos socioeducativos desenvolvidos por organizações sem fins lucrativos, em oito grandes regiões do país. Cada região elegeu um representante para cada categoria (micro, pequeno, médio e grande porte), totalizando 32 selecionados.

O Virando o Jogo, que havia sido escolhido representante paulista na categoria grande porte, recebeu nesta quinta-feira o prêmio de melhor projeto nacional, entre todas as categorias. Cada projeto foi inscrito juntamente com uma escola parceira. No caso do programa da Gol de Letra, a escola escolhida foi a João Ramos, uma das próximas da Fundação e onde estuda grande parte dos participantes.

O programa foi a primeira iniciativa da Fundação Gol de Letra e atende a cerca de 240 crianças de 7 a 14 anos e 32 adolescentes de 15 a 21 da Vila Albertina (região norte de São Paulo), em oficinas diárias de Artes Plásticas, Dança, Teatro, Música, Capoeira, Leitura e Escrita, Mediação de Leitura, Brinquedoteca, Informática e Educação Física, sempre no contraturno escolar. Além disso, o Virando o Jogo oferece atendimento de mediação de conflitos e oficina de sexualidade para as turmas mais velhas.

Um dos pontos importantes na atuação do Virando o Jogo, e da própria Fundação Gol de Letra, é a relação forte entre as áreas pedagógica e social, com aproximação com as famílias dos atendidos e atuação na comunidade. Segundo o diretor-geral da Gol de Letra, Sóstenes de Oliveira, o prêmio representa um reconhecimento pelos esforços em melhoria dos processos da Gol de Letra, promovidos nos últimos anos e que teve como capítulo recente o processo de sistematização do programa, finalizado ano passado sob apoio do grupo Casino.

“De dez anos pra cá, temos investido muito em capacitação da equipe, discussões internas, com um aprofundamento dos conceitos e da nossa forma de trabalhar a educação integral. Ganhar esse prêmio, como grande vencedor nacional, frente a tantas organizações, é quase como receber um Oscar, é a coroação do nosso trabalho”, diz Sóstenes.

Foto: Regina de Grammont

Presidente do Conselho Curador e um dos fundadores da Gol de Letra, Raí afirma que o prêmio vem coroar os 15 anos da organização e representa o cuidado e a sofisticação pedagógica com que a Gol de Letra promove a Educação Integral.

“Desde o começo da Fundação, um dos objetivos, destacado no Estatuto, era o de investir bastante na qualificação das pessoas e ser uma referência na área. O prêmio Itaú Unicef reforça esse sentimento de missão alcançada e serve de motivação para continuarmos o caminho”, completa Raí.

* O programa Virando o Jogo é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, Fundo Municipal de Direito da Criança e do Adolescente (FUMCAD) e Grupo Segurador BB-Mapfre.

 

A Gol de Letra é finalista do Prêmio Itaú-Unicef de Educação Integral

A Fundação Gol de Letra recebeu no dia 7 de outubro o prêmio Itaú UNICEF de Educação Integral regional São Paulo e é umas das finalistas do prêmio nacional, cujo resultado sai em novembro.

 

O Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) cujo objetivo é “identificar, reconhecer e estimular o trabalho de organizações sem fins lucrativos que contribuem, em articulação com as políticas públicas de educação e de assistência social, em parceria com a escola pública, para a educação integral de crianças, adolescentes e jovens brasileiros em condições de vulnerabilidade socioeconômica, por meio do desenvolvimento de projetos socioeducativos que qualificam e fortalecem a ação pública”.

 

Ao todo, para esta edição foram inscritos 2713 projetos socioeducativos desenvolvidos por organizações sem fins lucrativos, em oito grandes regiões do país. Somente na etapa paulista, estavam concorrendo 700 inscritos. Desses, foram selecionados quatro projetos: um de microporte, um de pequeno porte, um de porte médio e um de um grande porte (cujo vencedor foi o Virando o Jogo, da Fundação Gol de Letra).

Como a Educação Integral prevê a articulação da escola formal com a organização social, cada projeto deveria ser inscrito juntamente com uma escola parceira. No caso da Fundação, a escola escolhida foi a João Ramos, uma das próximas da Fundação e onde estuda grande parte dos participantes do Virando o Jogo.

 

 

Até o final do mês serão anunciados todos os 32 projetos finalistas em todo o País. No dia 28 de novembro, na última etapa da 10ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, serão selecionados cinco projetos: quatro projetos Vencedores Nacionais, que receberão, além da premiação regional, mais R$ 100 mil cada e o Grande Vencedor, que receberá mais R$ 225 mil.

O aprendizado de forma lúdica: crianças da Gol de Letra usam filmes e séries como tema de 2013

Filmes e séries, ou seriados, sempre estiveram no imaginário de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Dos musicais dos anos 50 a recentes sucessos, como Todo Mundo Odeia o Chris (quase unanimidade entre as crianças), Friends ou Avatar, esses tipos de produções aguçam a curiosidade, trazem entretenimento e incitam uma reflexão crítica, pois ajudam o interlocutor a ver o mundo de uma maneira a que não está acostumado.

A mudança de velocidade, os diferentes ângulos e as inúmeras formas de linguagem permitem desconstruir a realidade, tanto no formato de filmes quanto de séries, fazendo desse material uma ótima possibilidade para desenvolver diferentes abordagens de aprendizado.

Toda essa parte teórica, juntamente com a fantasia e a imaginação presentes nos vídeos, será analisada por todo ano de 2013 pelas crianças, adolescentes e jovens do Projeto Histórias em Movimento, da Fundação Gol de Letra e patrocinado pelo programa Desenvolvimento e Cidadania, da Petrobras.

O tema “filmes e séries” foi escolhido por votação pelos participantes do programa como tema norteador do ano. A partir dele, as crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, desenvolverão trabalhos nas diferentes oficinas, sempre com o objetivo de utilizar a linguagem cinematográfica como meio de desenvolver cidadania, ética, senso crítico, trabalho em equipe, reflexão e identidade cultural das crianças e adolescentes.

Segundo Patricia Liberali, coordenadora do programa Virando o Jogo, do qual faz parte o “Histórias em Movimento”, entre todos os pontos, a questão da ética e do senso crítico são pontos importantes, mostrando que há diferentes pontos de vista para uma mesma situação e de que é preciso ter responsabilidade com o que se comunica.

“Hoje, a tecnologia está muito mais acessível e qualquer pessoa, criança ou adulto, pode produzir um filme. Exemplo disso são as câmeras com celulares. Por isso, é importante enfatizar a questão da responsabilidade no conteúdo que a gente produz ou compartilha”, comenta Patricia.

Além disso, as questões do trabalho em equipe e da cooperação também devem ser bastante frisadas ao longo do ano. “Durante a capacitação sobre este tema, percebemos que o incentivo à participação coletiva, que é um ponto que permeia o projeto Histórias em Movimento, também está presente na produção de um filme, em que o trabalho em equipe e a sintonia entre os profissionais são essenciais para um bom resultado”, completa.

Musicalização infantil e visita à Sala São Paulo

Imagine tudo o que pode acontecer quando se reúne mais de mil crianças entre 7 e 11 anos em uma sala de espetáculos para assistir à apresentação de uma orquestra. A Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e uma das mais importantes casas de concertos e eventos do país, topou o desafio e há alguns anos promove um projeto educacional em que reúne crianças de escolas públicas, particulares e de organizações sociais para ver de perto os músicos e os diferentes instrumentos que compõem uma orquestra, desenvolvendo uma plateia para o futuro.

 

Na semana passada, foi a vez da Fundação Gol de Letra fazer o passeio, com o Programa Virando o Jogo*. Foram quatro turmas, divididas em dois dias: 2ª e 5ª-feira. Para acompanhar o grupo, ninguém melhor do que o educador de música do programa, André Freitas, um dos grandes apoiadores do projeto.

“A oportunidade de ver esses instrumentos de perto, de perceber a organização de uma orquestra, em que cada um toca um pouquinho para compor um som único, faz uma diferença enorme para o dia a dia dentro da sala. Depois daqui, as crianças ficam muito mais interessadas nas atividades”, comenta André.

O evento é realizado sempre com a ajuda de orquestras convidadas. Na quinta-feira foi a vez da Jazz Sinfônica, organizada pelo maestro Fábio, que demonstrou como as orquestras fazem parte do nosso dia a dia.

Durante a uma hora e meia de espetáculo, foram interpretadas músicas de filmes famosos como Batman (que é heroico e sombrio) e Robin Hood (que é heroico, mas alegre) e apresentados os diferentes instrumentos que compõem uma orquestra, mostrando a diferença entre eles.

 

As crianças interagiam o tempo todo com os músicos, respondendo às perguntas, batendo palmas ou estalando os dedos conforme era solicitado, o que chamava a atenção dos adultos presentes, entre eles, Raí.

Fundador da Gol de Letra e atual presidente do Conselho, Raí foi convidado pela Revista Brasileiros para participar do evento e fez questão de ir até a Sala São Paulo e conhecer o projeto ao lado das crianças. “O legal é vir junto com eles, para ouvir os comentários”, se entusiasma.

*O Programa Virando o Jogo é a união do Projeto Histórias em Movimento, patrocinado pelo Programa Desenvolvimento e Cidadania, da Petrobras, e do Projeto Cenas de Crianças, financiado pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente do Estado de São Paulo (Fumcad), com o apoio das empresas Apsen Faramcêutica, Grupo CCR, Master Foods, Banco Safra, Agência Estado e GloboSat.

Um passeio pela América Latina

Já que o Tema Anual do Virando o Jogo é “América Latina”, nada mais apropriado que um passeio pelo Memorial da América Latina, em São Paulo. Por isso, entre 10 e 25 de agosto todas as turmas do Virando o Jogo puderam conhecer o espaço –que foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, como é explicado logo no início da visita monitorada, no Salão de Atos Tiradentes– com direito a perguntas das crianças e adolescentes.

Travessia da passarela do memorial

Todas as turmas do Virando o Jogo visitaram o Memorial

Antes da visita, nas atividades de Informática, algumas turmas entraram no site do Memorial exploraram e focaram a pesquisa nas fotos de arte popular. Outras conversaram nas atividades de Artes Plásticas sobre temas a que deveriam estar atentos na visita: Pachamama, Árvore da Vida, a maquete do Pavilão da Criatividade e a cultura do México. Todos trabalharam textos do livro “Explorando América Latina” nas atividades de leitura e escrita e viram também fotos dos educadores em visita ao Memorial, tudo para instigar a curiosidade. No Pavilhão da Criatividade, as crianças conheceram uma “pipa” guatemalteca que era usada nas festas para afastar os maus espíritos e uma espécie de santuário mexicano em comemoração ao Dia dos Mortos. As crianças viram as obras e os costumes de cada lugar, demonstrando curiosidade e admiração, mas ficaram encantadas com a maquete (na parte de vidro) chegando a sentar e deitar no chão de vidro pra verem melhor!.

Crianças debruçam no chão de vidro para apreciar a maquete do continente

Pavilão da Criatividade: maquete foi o que mais despertou curiosidade

Nos dias após as visitas, os educadores realizaram novas atividades –como as atividades de legenda, em que as crianças são estimuladas a relatar a visita a partir das fotos tiradas– e conversas com as turmas procurando evidenciar o que foi novo para eles e um comparativo do que viram lá e que já tinham aprendido nas atividades do Virando o Jogo.

Crianças posam para foto em frente à escultura da mão com o mapa da América Latina escorrendo em vermelho

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Ensaio do Balé Kirov inspira jovens da Fundação

Jovens no Municipal

A riqueza de assistir algo inusitado e fora da sua realidade

Parte do processo pedagógico da Fundação Gol de Letra é apresentar aos jovens e crianças que frequentam a instituição novas perspectivas. Para alcançar esse objetivo são fundamentais os parceiros como a Dell’Arte Soluções Culturais. Foi graças a essa parceria que 34 jovens, familiares e colaboradores da Fundação Gol de Letra puderam conhecer uma das maiores companhias de balé do mundo: o Kirov.

O Ballet Kirov (também chamado Ballet Mariinsky), sediado em São Petesburgo, é uma das mais conhecidas e aclamadas companias de balé do mundo e ao lado do igualmente famoso Bolshoi, de Moscou, fez do balé russo modelo de excelência para o mundo todo. “Tinha medo de que houvesse reclamações ou desinteresse durante o programa de quase 3 horas, mas eles adoraram!”, conta Lídia Bonduki, educadora de Artes Visuais, que acompanhou os jovens ao Teatro Municipal na tarde do dia 23 de Agosto, pouco antes da primeira de uma série de apresentações que a companhia veio fazer no Brasil.

Jovens brincam nas escadas do Municipal

Inspiração: “No intervalo todo mundo saiu dançando e fazendo pose de balé”

A monitora das oficinas de Música e Arte do programa Virando o Jogo, Aline Macedo, de 18 anos, contou um pouco da emoção que sentiu ao ver O Lago dos Cinses sendo ensaiado:“A parte mais emocionante é quando os cisnes negros estão disputando com os cisnes brancos pela princesa. Mas eu amei tudo, até falei pra minha mãe que eu quero fazer balé. Todos gostaram. No intervalo todo mundo saiu dançando e fazendo pose de balé pra tirar foto”.

Lídia explicou que o programa não era obrigatório e que aproximadamente metade dos jovens demonstrou interesse e participou da atividade. Na volta, o entusiasmo contagiou a outra metade: O recorte de jornal, trazido para contextualizar a turma com relação à apresentação passou a ser objeto de interesse disputado por todos.

Jovens na sacada do Teatro

Alguns jovens foram ao Teatro Municipal pela primeira vez

“A Aline me contou até que sonhou que era bailarina…”, conta Lídia, sem esconder a alegria. Para ela o grande prêmio da visita foi a riqueza de conhecer algo inusitado e totalmente fora da realidade dos jovens: “para muitos foi a primeira visita ao Municipal”. Detalhes como a língua russa (ouvida durante as pausas no ensaio) ajudaram a ampliar os horizontes dos visitantes. Os resultados? “Encantamento, inspiração”, ela resume.

Você também pode contribuir com esse e outros projetos da Fundação Gol de Letra. Faça sua doação: www.goldeletra.org.br/doe

Um ano de América Latina

Não é por acaso ou coincidência que se espalham pelas paredes da unidade Vila Albertina referências à língua espanhola ou às bandeiras e a diversas manifestações culturais dos países latino-americanos.

O trabalho interdisciplinar que começou com a apresentação do tema anual “América Latina: uma viagem incrível” às crianças e adolescentes do projeto Virando o Jogo no BOOM do Tema Anual — que aconteceu nos dias 30 e 31 de março — comemorou a chegada das férias no dia 30 de junho, com um lanche argentino regado a empanadas, alfajores, maçãs e suco de uva, tudo servido no refeitório decorado com as cores argentinas.

Ainda na primeira quinzena do mês de abril, cada educador levantou com uma turma o nível de conhecimento sobre a América Latina — o que sabiam a respeito e o que gostariam de saber — e, a partir desse levantamento, desenvolveram atividades como a exploração do mapa virtual no site do IBGE e pesquisas sobre a cultura dos povos que habitam ou habitaram a região.


O objetivo é trabalhar informações sobre os países da América Latina: moeda, geografia e bandeiras, literatura, poesia e teatro envolvendo autores e assuntos locais, projeção de filmes, etc. Teve até uma adaptação das regras do beisebol — esporte popular em alguns países da região, porém estranho à nossa cultura brasileira — para a realização de um campeonato no dia 14 de junho, com direito à confecção de uniformes, envolvendo assim as áreas Educação Física, Leitura e Escrita e Capoeira.

Já nas áreas de Teatro e Música foram feitas atividades de leitura dramática e tango a partir  de sonetos do livro Cem Contos de Amor, do chileno Pablo Neruda além de leitura, transposição cência e projeção de filme baseados no livro De Moto pela América do Sul, do argentino Che Guevara, conterrâneo do artista plásico Xul Solar, cujas obras foram pesquisadas e estão expostas na Gol de Letra.

O projeto segue no segundo semestre, promovendo um trabalho interdisciplinar que visa aprofundar o conhecimento e despertar a curiosidade pela América Latina, além de estimular o gosto pela pesquisa.

Seja um sócio titular e contribua para transformação de milhares de crianças e jovens da Fundação Gol de Letra. Acesse www.goldeletra.org.br/doe

Brincadeira e aprendizado no Natura Nós

No dia 22 de maio, quando os portões do Natura Nós se abriram, 33 crianças da Fundação Gol de Letra correram ao encontro do primeiro festival de música das suas vidas. A turma 3 do programa Virando o Jogo é composta por crianças de 10 e 11 anos que foram ao passeio acompanhadas pelos educadores de música e dança, além de 4 monitoras e 2 estagiárias de pedagogia.

Crianças da Gol de Letra chegam ao festival

Crianças da Gol de Letra chegam ao festival

O festival oferece atividades paralelas,como jogos, brincadeiras e oficinas de lego, afro-samba e leitura. Apresentaram-se no dia Ponto de Partida, Meninos de Araçuaí, Barbatuques, Toquinho e Palavra Cantada. O educador de música, André Freitas, destaca a qualidade da programação: “O Barbatuques explora a expressão corporal e os sons do corpo, o que é muito bom para a coordenação motora e a descoberta de si mesmo. As músicas do Palavra Cantada são instigantes, despertam a curiosidade com melodias fáceis de decorar que possibilitam que as crianças entendam e busquem saber mais sobre o assunto da letra. São ótimas escolhas”. Ainda segundo ele, a experiência como um todo foi importante para trabalhar a autonomia do grupo: “O formato do Festival é muito legal, porque as crianças ficam soltas, escolhem que atividades fazer e as fazem na ordem que preferirem. Além disso, como não se pode entrar com alimentos no espaço, as crianças receberam tickets no valor de R$ 20 cada uma para se alimentar e a maioria delas conseguiu chegar até o fim do dia com dinheiro”, conta André.

É o segundo ano consecutivo de participação da Fundação Gol de Letra no Festival Natura Nós, a convite da Natura – uma das parceiras mantenedoras do programa Dois Toques e da Biblioteca Itinerante da unidade Caju. Em outubro de 2010, mediadores, monitores e estagiários da Fundação desenvolveram atividades recreativas e de leitura para o público do festival, além de promover uma oficina de origami.

 

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