Direitos da mulher: a situação atual da mulher no Brasil

O dia da mulher é comemorado internacionalmente no dia 8 de março. A data relembra a luta pelas mulheres por condições dignas de trabalho, por uma vida digna e sociedades mais justas e igualitárias. Como forma de relembrar a data, a Fundação Gol de Letra trouxe para o auditório da Vila Albertina, na semana do dia 8, uma palestra com o defensor público Filovalter Moreira.

Durante a conversa, promovida pelo Programa Comunidades, da Fundação, Filovalter conversou com agentes sociais, agentes de leitura e moradoras da comunidade, abordando assuntos do cotidiano das mulheres e como eles podem ser tratados em âmbito jurídico.

Filvalter Moreira durante ação com moradoras da Vila Albertina, agentes sociais e agentes de leitura da Gol de Letra.

Aproveitando a deixa, o blog da Gol de Letra resolveu trazer uma análise da situação atual dos direitos das mulheres no Brasil e perguntou a opinião da também defensora pública Ana Paula Meirelles, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher.

Para Ana Paula, ao longo dos anos, a mulher vem conquistando seu espaço dentro da sociedade e do ambiente de trabalho. Ela cita vitórias como a chegada da mulher a cargos importantes, a gradual equiparação salarial em relação ao homem e até mesmo a mudança na Constituição Federal – que atualmente prevê igualdade entre homens e mulheres. Apesar disso, a defensora salienta que a desigualdade ainda é grande, o que torna longo o caminho a percorrer em direção à sua extinção.

moradoras da comunidade e agentes sociais da Gol de Letra em ação de conscientização na Vila Albertina

“Infelizmente, ainda vivemos em uma cultura machista. O machismo está enraizado em todo mundo, é algo cultural”, comenta.

Segundo Ana Paula, quanto mais instrução as pessoas têm, mais entendem quais são seus direitos e têm condições de lutar por eles. Por isso, a situação educacional precária existente em muitas regiões do país daria margem ao tratamento desigual por vezes recebido.

“A mulher já é vista com submissão e isso pode gerar até violência doméstica, nos casos em que o homem se considera superior e parte para a agressão. É pelo fim desse pensamento que ainda temos que lutar”, diz ela.

A defensora comenta ainda que é frequente encontrar casos em que nem a própria mulher reconhece sua condição de submissão – característica que ela considera essencial para a superação da desigualdade. Nesse contexto, Ana Paula acredita que o Dia da Mulher é marco para um momento de luta não só pela igualdade, mas também pela promoção do conhecimento e do respeito.

Moradoras da Vila Albertina e agentes sociais da Gol de Letra durante ação de conscientização “Fuxico de Responsa”

“Se ainda precisamos desse dia, é por reconhecermos que a mulher precisa se destacar para ser notada e respeitada. Para ser tratada como igual, precisa se mostrar especial, enquanto homens têm isso com naturalidade.”, comenta.

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