Bijuterias em prol do meio do ambiente

Em parceria com a Santa Casa, agentes sociais da Gol de Letra dão outro destino aos resíduos sólidos e fazem oficina de material reciclado com crianças e adolescentes

A importância de cuidar da saúde das pessoas e do planeta é algo que deve ser cultivado desde cedo e quando esse trabalho é feito em rede, com diferentes organizações atuando juntas, o resultado é ainda melhor!

Foi pensando nisso que, no final de agosto, as agentes sociais da Fundação participaram do “Encontro de Educação, Meio Ambiente e Saúde” e promoveram uma oficina de bijuteria com material reciclado no CEU Jaçanã.

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A ação, que beneficiou 150 crianças da rede pública, é uma iniciativa da OS Santa Casa de São Paulo na Microrregião Jaçanã / Tremembé e faz parte de uma série de atividades lúdicas que acontecem uma vez por ano.

De acordo com os representantes da Santa Casa, o objetivo é despertar a consciência ambiental e interação de paz entre crianças e adolescentes, além de disseminar informações sobre promoção de saúde, que é uma questão de conscientização e educação de todos os membros da sociedade.

Além das equipes da saúde, algumas ONGs e instituições do governo participaram com contribuição de trabalho e/ou insumos para as atividades infantis. A Gol de Letra é uma dessas organizações e participa desta iniciativa desde 2011.

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“Essa é mais uma ação que o Programa Comunidades realiza em parceria com atores locais, valorizando o trabalho em rede e a troca de saberes”, conta Cristiane Narciso, responsável pelo programa, que, entre outras ações, capacita as agentes sociais e promove a articulação com outros atores e organizações.

Para saber mais sobre as ações do programa Comunidades e seus diferentes projetos, acompanhe as redes sociais da Fundação, pelo blog, Twitter, Google Plus e Facebook. Acesse também o site www.goldeletra.org.br/doe e torne-se hoje mesmo um sócio titular. Participe! A sua doação faz a diferença.

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

A Educação Ambiental cada vez mais necessária, seja em Barbados ou na Vila Albertina

5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data começou a ser comemorada em 1972, durante uma conferência da ONU em Estocolmo, com a finalidade de promover atividades de conscientização para a proteção e preservação do meio ambiente e alertar os governos e o público mundial para os perigos de não cuidar do meio ambiente.

Trinta e dois anos depois, a ilha de Barbados foi escolhida para sediar as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2014 devido às suas medidas adotadas de combate ao aquecimento global. Com o tema “Aumente sua voz, não o nível do mar”, o evento, que tem duração de cinco dias, chama a atenção para os desafios enfrentados com relação às mudanças climáticas. As discussões envolvem tecnologias de adaptação, negócios, manejo de recursos sustentáveis, áreas protegidas, cultura local e também falarão de desafios e oportunidades para os estados insulares em desenvolvimento do mundo todo.

Com 270 mil habitantes, Barbados é uma ilha caribenha de 430 km² altamente suscetível aos efeitos da mudança do clima. Como medida de mitigação, o país incluiu a Economia Verde entre os seis objetivos concretos de seu Plano Estratégico Nacional. Comprometeu se a aumentar para 29% a participação de energias renováveis na matriz energética até 2029. Essa medida cortaria mais de US$ 280 milhões do custo total de eletricidade e reduziria as emissões de CO2 em 4,5 milhões de toneladas.

Já a Vila Albertina, aqui onde estamos, fica na Zona Norte da Cidade de São Paulo, pertence à subprefeitura Jaçanã/Tremembé, distrito do Tremembé e margeia Serra da Cantareira, maior floresta urbana do mundo. Com uma população de mais ou menos 35 mil habitantes, temos um histórico de uma pedreira que virou aterro sanitário e perdurou, mais ou menos, até 1992.

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A preocupação com a preservação da natureza vem se acentuando cada vez mais. A Fundação Gol de Letra, sempre comprometida com tais causas, desde a sua chegada em nossa comunidade apoia atividades de Educação Socioambiental, procurando alternativas junto aos agentes socioambientais locais de ONGs parceiras, poder público e privado soluções para os problemas junto à comunidade em seu entorno.

Questões de saneamento básico, acúmulo de lixo de entulhos, pontos viciados de despejos de inservíveis, reciclagem e uso racional da água já foram tratados com os moradores em diversas ações e momentos. Isto mostra que ocorreu uma evolução em Vila Albertina na forma de encarar os processos de desenvolvimento sustentáveis e comunitário. Todavia, as mudanças acontecem num ritmo muito lento, menos do que seria o ideal para preservar os nossos recursos naturais.

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Atualmente busca-se na educação socioambiental a importância extraordinária capaz de conscientizar e alterar os paradigmas e criar novos e saudáveis hábitos de comportamento ao ser humano em relação à natureza. Que ela possa ser implementada em todos os locais, de forma a conscientizar a todas as pessoas, porque a educação ambiental reveste-se no mais importante instrumento para a Educação integral do ser humano.

Assim diz o conservacionista inglês Broad, “Na educação, reside a única esperança de se evitar a total destruição da natureza”.

Eva da Silva Ern é pedagoga, agente socioambiental “Carta da Terra”, catadora, artesã, técnica em desenvolvimento territorial e cooperativismo. Moradora da Vila Albertina há 34 anos.