
Nos dias 29 e 30 de março foi realizada a I Conferência Estadual da Juventude Paulista, no Parque da Juventude, Zona Norte da capital. O evento reuniu 1500 delegados das 15 regiões administrativas do estado de São Paulo. Antes da Conferência, reuniões regionais já tinham elaborado as propostas de ações governamentais para a juventude que foram apresentadas no evento.
Conferências como esta acontecerão em mais 16 estados. Elas fazem parte do processo que culminará na Conferência Nacional da Juventude, uma iniciativa do Governo Federal que visa aprimorar as políticas públicas para a juventude a partir de discussões e propostas apresentadas pelos próprios jovens. Para a etapa estadual, a Fundação Gol de Letra enviou 3 jovens, Dayana Patrícia Silverio Sampaio, Douglas Santos Oliveira, Walace Andrade Ferreira, como visitantes.
Dayana revela que foi a partir da Conferência que ela percebeu que tem direito de participar das decisões de melhorias para o país. “Parei para refletir que eu tenho direito de lutar, sem ter que aceitar tudo”, diz ela que também se identificou muito com seus colegas de debate. “O comprometimento dos jovens que estavam lá, se expressando, mostra que não são todos os jovens que não entendem de política, ao contrário, muitos participam e lutam para que ela funcione”, completou.
As atividades
Os jovens passaram dois dias reunidos participando de palestras, grupos de discussões e atividades culturais, como jogos, brincadeiras, apresentações de dança e de música. Eles elaboraram algumas soluções para temas pertinentes à juventude, dos quais elegeram 21 que irão representar São Paulo na Conferência Nacional, que acontecerá em Brasília nos dias 27 e 30 de abril.
Entre as atividades, uma palestra da médica Albertina Duarte e da socióloga da ONG Ação Educativa Maria Virgínia de Freitas discorreu sobre a importância da construção coletiva de uma sociedade mais justa. A Dra. Albertina destacou questões ligadas à saúde, como a poluição visual e sonora causadas pela mídia, enquanto Maria Virgínia falou sobre metodologia e a organização da Conferência.
Protagonismo juvenil
A atuação dos jovens não se restringiu aos debates. Por meio de uma parceria com o Projeto/Revista Viração, a conferência foi jornalisticamente coberta por jovens que produzirão um jornal sobre o evento. O informativo será enviado para as instituições participantes e visa incentivar a continuidade das discussões.
Walace explica que gostou da iniciativa do Governo Federal, “porque nós discutimos com pessoas de outros bairros, outras comunidades carentes, sobre os problemas das regiões onde cada um mora. Eu aprendi muito com as diferenças entre as pessoas que estavam lá”.
Para os jovens da Fundação, o evento foi uma oportunidade de troca muito produtiva. “Sempre dizem que o jovem é o futuro do Brasil, mas será que essa não é uma forma de negar o direito ao presente? O presente também pertence ao jovem”, filosofa Dayana, empolgada pelos temas e conversas de que participou.
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